Rebite, a velha ameaça na estrada

A discussão é antiga, porém o rebite continua sendo um problema que ameaça a segurança nas estradas. Os carreteiros adeptos ao uso de drogas alegam que os motoristas vão desde os horários apertados para a entrega da carga à necessidade de rodar mais para aumentar o faturamento.

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Com objetivo de dirigir várias horas seguidas, sem descanso, para cumprir prazos predeterminados ou até faturar um extra no final de cada viagem, os motoristas de caminhão utilizam o rebite, uma droga que pode ser considerada como um dos principais inimigos da estradas. A substância, chamada de anfetamina, é um estimulante do sistema nervoso central e faz com que o cérebro trabalhe mais depressa e cause nas pessoas a impressão de diminuição da fadiga – já que consegue executar uma atividade qualquer por mais tempo- de menos sono, perda de apetite e de aumento da capacidade física e mental.

Desobesi
Desobesi

Essa mistura de falsas sensações faz com que os consumidores da droga percam parcialmente os reflexos. Assim, o motorista vê o perigo, sabe que tem de frear e ao invés disso pisa fundo no acelerador e aumenta as chances de provocar graves acidentes. Quanto aos efeitos provocados por rebites, a relação inclui dilatação das pupilas, dor de cabeça, tontura, aumento de batimento cardíaco e de pressão arterial, nariz e boca ressecados, perda de peso, desnutrição, ansiedade, problemas gástricos, inquietação motora, sensações de pânico, lesões irreversíveis no cérebro, visão desfocada, confusão de pensamento, etc.

Caso haja um consumo exagerado da droga, o usuário pode ficar irritado, mais agressivo, com depressão, desorientação e descoordenação e ter delírios persecutórios (achar que os outros estão tramando contra ele). A farmacêutica Sílvia Ruschel, adverte que esses medicamentos podem causar dependência depois da segunda caixa, com danos irreversíveis à saúde. As anfetaminas, segundo ela, são remédios com tarja preta, que só podem ser vendidos sob prescrição médica e com a retenção da receita.

rebite

 

Fonte: http://www.revistaocarreteiro.com.br/modules/revista.php?recid=222&edid=20




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