O Gigante adormecido

Elir quer arrumar um comprador, mas o problema é tirá-lo da garagem, terá que desmontá-la.




Elir quer arrumar um comprador, mas o problema é tirá-lo da garagem, terá que desmontá-la.

Chevrolet Gigante, 1941, o caminhão mais antigo do Sudoeste, descansa em exótica oficina beltronense

Francisco Beltrão-PR – Quem chega na exótica oficina do mecânico Elir Dallacorte, de 57 anos, não imagina que ali repousa sob densa camada de poeira uma autêntica relíquia automobilística. Com lataria impecável, de um azul metálico resplandecente, o caminhão Chevrolet Gigante, ano 1941, ainda funciona perfeitamente. “Tá inteiro, funcionando. Só tem umas coisinhas pra fazer”, garante o mecânico e criador de galos, 11 anos mais jovem que o caminhão.

Os galos e pintinhos criados por Elir fazem companhia ao velho Chevrolet. Apesar do odor característico da criação que a circula, a máquina brilha absoluta no escuro do galpão empoeirado. Algumas “marcas”, porém, são visíveis. Em outros tempos, o caminhão demonstrava toda a sua valentia ao transportar toras de madeira pelo interior da região. Depois foi comprado por um fazendeiro, que usou e abusou da máquina e o levou para uma reforma na oficina de Elir. “Ele trouxe o caminhão prá oficina pra eu reformar e acabou me vendendo. Tinha dívida ativa, tava estourado”, lembra o mecânico, que se esmerou na reforma.

Hoje, aos 68 anos de idade, o caminhão está novo de novo. Precisa apenas de uma bateria, que arriou há dois anos. No caso de alguém que queira comprá-lo, o mecânico pede apenas alguns diazinhos, para deixar a máquina em ordem. “Prá fazer funcionar, tem que dar uns dias antes pra girar bem o motor”, ensina. Também pudera, com essa idade, até um Gigante precisa de um gás extra.

Relíquias

No pátio da oficina de Dallacorte, outras relíquias – como o extinto Corcel I – ganham um trato especializado. Coisa que acontece desde 1979, quando o mecânico resolveu trabalhar por conta própria. Antes trabalhava na Revesul, nos tempos em que a concessionária era conhecida por Disavel. De lá para cá, já quebrou a cara – como ele mesmo diz, algumas vezes. Experimentava novos negócios, girava o mundo, mas sempre que a coisa apertava, voltava para a oficina. Afirma que faz qualquer tipo de reforma. Até um Landau ele já restaurou. Interessados em comprar o caminhão ou maiores informações no fone 9912-1767.

Gigante: Um nome que significava o que existia de mais robusto

Em 1955 a Chevrolet introduz o motor V8 com diferentes cilindradas, estando o mais potente deles acoplado a uma caixa manual de três velocidades. Esse motor era capaz de alcançar os 100 km/h em apenas 8.4 segundos, o que era impressionante para a época. Em 1941 o Gigante passa por reformulação e aprimoramentos, como o maior entreeixos, novas longarinas reforçadas, molas mais macias e maiores, nova caixa de direção e freios, e sistema de arrefecimento tropicalizado ao clima brasileiro, evitando problemas de super aquecimento. O novo motor, agora mais potente se traduz em agilidade no uso urbano com mais econômia. A cabine podia vir com aprimoramentos em acabamento e itens de conforto, denominada versão luxo. A cabine, montada com aço reforçado e construída sobre chassis mais flexíveis, garante maior conforto, e sendo montados no Brasl foram feitos especialmente para a rodagem em terras nacionais.

Fonte: Jornal Opinião

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2 comentários em “O Gigante adormecido

  • 22/10/2010 em 13:50
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    puxa amigo fiquei doido quanto vi o caminhão

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  • 29/07/2009 em 12:43
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    Uauh, 0 a 100 km/h digno de um bom esportivo!!

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