Polícia flagra ação clandestina de venda de combustível em borracharia em Joinville

Duas pessoas foram detida pelo comércio ilegal

O local não respeita qualquer norma de segurança, colocando em risco a vida de milhares de pessoas




O local não respeita qualquer norma de segurança, colocando em risco a vida de milhares de pessoas

Nove meses depois, a Polícia Rodoviária Federal voltou a flagrar a ação de uma borracharia na beira da BR-101 que funcionava como um posto de combustível clandestino. Sob a fachada de borracharia, o negócio funcionava lucrativo e beneficiava principalmente caminhoneiros que circulam por uma das rodovias mais movimentadas do País. Duas pessoas foram detidas, na tarde desta segunda-feira, pelo comércio ilegal.

O local, que funciona no quilômetro 22, no Distrito de Pirabeiraba, em Joinville, não respeita qualquer norma de segurança, colocando em risco a vida de milhares de pessoas. O esquema já havia sido descoberto em outubro do ano passado quando mais de 100 galões de óleo diesel foram encontrados no velho prédio de madeira às margens da BR-101. Na época, um galão de 20 litros era vendido para caminhoneiros por R$ 26.

O dono da “borracharia”, Luiz Daniel Deretti, de 65 anos, chegou a reconhecer que a venda era realizada, mas ele não ficou preso. Deretti apenas responde processos em liberdade. Na segunda, a polícia suspeitou de um caminhão que estava parado na frente da borracharia de Deretti. Ao chegar no local, um caminhoneiro foi flagrado tirando óleo diesel do caminhão. Em vez de abastecer, ele estaria vendendo o combustível ao preço de R$ 1,25 o litro. Os policiais encontram na borracharia 1.500 litros de óleo diesel.

O dinheiro era fácil e chegou a inflacionar em nove meses. O que antes era vendido por R$ 26 o galão de 20 litros, agora custa R$ 33. Um funcionário que chegou a ser detido disse que o movimento era pequeno por causa das investidas da polícia. O preço também teria subido por causa dos riscos de prisão.

— Eu só estava trabalhando há três meses. Sabia que era vendido combustível, mas não tinha conhecimento que era proibido e poderia dar cadeia — diz.

O caminhoneiro flagrado vendendo o óleo diesel responderá o processo em liberdade por apropriação indébita. O funcionário da borracharia também ficará livre e terá que responder por comércio ilegal de combustível. O proprietário Luiz Deretti estaria viajando e não foi detido pela polícia.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

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