Terrorismo nas estradas: Homens tentam incendiar "cegonheira"

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Enquanto subia a serra, naturalmente em baixa velocidade, três homens saíram da canaleta lateral e jogaram garrafas incendiárias (conhecidas como coquetéis molotov) na frente da carreta e nos carros da marca Honda, que eram transportados de Vitória (ES) para Belo Horizonte (MG).

O motorista teve que parar para tentar conter o fogo e começou a lutar com os incendiários. Eles ainda jogaram mais duas garrafas nos carros novos e uma outra nas pernas de Paulo Ricardo. O trio fugiu à pé em direção ao Espírito Santo. Policiais fizeram buscas, mas acreditam que o grupo tinha um veículo escondido nas proximidades.

Com a ajuda de outros companheiros que vinham logo atrás, Paulo conseguiu apagar o fogo com os extintores. As chamas danificaram um carro e mangueira do tanque de combustível.

QUADRILHA

O Policial Rodoviário Federal Rhodes contou que esse foi o segundo registro do tipo. O outro foi em fevereiro, próximo ao trevo de Matipó (BR-262, km 74), quando uma carreta foi incendiada durante a noite, enquanto o motorista descansava.

Paulo Ricardo explicou que outros dois caminhões da mesma empresa foram queimados na região metropolitana de Belo Horizonte e que esses fatos estão ocorrendo após a empresa ter vencido uma licitação em Vitória para transporte desses veículos. Ele lembrou ainda que o filho do dono da TransGabardo foi assassinado em 2005 e até hoje o crime não foi esclarecido. As suspeitas também envolvem a disputa pelo setor.

TERRORISMO

Em 26 de fevereiro, o portal “Cartel Brasileiro” publicou matéria, onde apontava para atos terroristas que estariam sendo praticados no Brasil, tendo por estratégia incendiar os caminhões cegonhas que trafegam pelo território nacional. “Esses atos terroristas colocam no prejuízo as empresas cegonheiras. Isso indica que esses terroristas buscam prejudicar não somente o patrimônio de empresas cegonheiras, mas também o próprio mercado. Pelo que se viu até hoje, os terroristas não agem sozinhos, e seus crimes indicam que há um mandante. Atacam sorrateiramente, em dupla, durante o turno da noite, sempre que o caminhão cegonha está estacionado e o seu motorista descansando. Isso é uma tática terrorista. A cada dia que passa se conhece um novo ato desses terroristas. Nos primeiros dias de março desse ano mais duas carretas cegonhas foram incendiadas criminosamente. Os automóveis novos que estavam sendo transportados nessas “cegonhas” foram todos consumidos pelo fogo criminoso”, destacou o site.

O caso da morte do empresário Mário Sérgio Gabardo, aos 20 anos, em 2005, continua sem solução.

Na noite de 29 de setembro, Mário Sergio Gabardo, diretor da frota de caminhões cegonheiras da TransGabardo, teve a sua vida interrompida. O crime ocorreu na cidade de Canoas, na região metropolitana do município de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Por volta das 21h30min naquela noite de 29 de setembro, Mário Sergio foi assassinado e os bandidos nunca foram identificados.

Fonte: Portal Caparaó

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