Uniduto investe US$ 1 bi em alcoolduto




O setor sucroalcooleiro promete revolucionar a logística de transporte e escoamento da produção de etanol no país com a construção de um alcoolduto de 570 quilômetros de extensão, ligando as principais regiões produtoras do interior de São Paulo à capital e ao litoral, de onde o produto segue para exportação. O projeto, uma iniciativa do grupo Uniduto Logística – que representa 88 usinas paulistas de etanol, responsáveis por um terço da produção nacional – terá capacidade de escoar 17 bilhões de litros por ano. A previsão é que a empresa comece a transportar parte significativa da produção de etanol das regiões Sudeste e Centro-oeste para os grandes centros consumidores do mercado nacional e internacional já na safra 2011/2012.

O investimento de US 1 bilhão no novo sistema de transporte do etanol e na construção do porto offshore, leva em conta um cenário positivo de grandes demandas internas e externas do produto num horizonte de médio prazo. “Observando a média histórica de crescimento da produção brasileira e os problemas de logística que enfrentamos atualmente, vemos que o projeto é absolutamente estratégico para a indústria”, afirma o presidente da Uniduto, Sérgio Klaveren. O alcooduto prevê integrações modais em bases localizadas em cidades estratégicas, que possuem acesso ferroviário ou hidroviário às regiões do norte do Paraná, sul de Goiás e Triângulo Mineiro. “O álcool vai se beneficiar de um momento de crescimento, com uma mudança completa da matriz de transporte. A economia inicial no preço do produto será de 25%” afirma Sérgio. Com 95% da produção nacional de etanol sendo escoada atualmente por rodovia, a operação do alcoolduto pode retirar 1,6 mil caminhões das estradas e gerar economia de 85 milhões de litros de óleo diesel por ano. Os cálculos são da Uniduto.

De acordo com o presidente da empresa, a tendência geral do setor é aumentar a participação deste modal no Brasil. O país possui atualmente 20 mil quilômetros de dutos, incluindo um gasoduto, um oleoduto e um minerioduto, contra 820 mil quilômetros dos Estados Unidos e cerca de 300 mil quilômetros da Rússia. Na visão do engenheiro e consultor da Macrologística, Reato Pavan, se as empresas privadas tivessem mais renda, os investimentos seriam ainda maiores, uma vez que o governo gasta muito pouco em logística. “O Brasil gasta 12,4% do PIB em logística e os Estados Unidos que é o nosso benchmark gasta 8%. Isso significa que US$ 70,0 bilhões/ano deixam de constituir renda para o setor produtivo. Uma das razões é que o Brasil investe apenas 0,7% do PIB em infra-estrutura de logística enquanto países como a Rússia, Índia, Estados Unidos investem de 3 a 5% do PIB”, avalia Pavan.

Fonte: Terra Agronegócio

Mais lucro para os usineiros, menoS opções para os caminhoneiros, e, além de mandarem nosso álcool para fora, cobram uma fortuna pelo que usamos. Infelizmente é BRASIL…

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