O vovô do automobilismo




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Quem anda pelos boxes da Fórmula Truck não passa sem perceber a presença de Pedro Muffato. Aos 67 anos, 42 deles dedicados ao automobilismo, ele bem que poderia ser um dos diretores de equipe ou ocupar qualquer outro cargo administrativo, mas prefere continuar na pista, como piloto, sua grande paixão.

Muffatão, como é conhecido no circo da Truck e está gravado nos painéis de identificação do seu boxe, nasceu em 1942 e começou a competir em categorias de turismo em Cascavel, no Paraná, cidade onde ajudou a construir um autódromo alguns anos mais tarde. Depois de passagens por diversas categorias, Muffato chegou à Truck em 2000. “Pilotar caminhão é diferente de tudo. As referências de freio e de aceleração não são iguais às de um carro, por exemplo”, explica o piloto, que é o mais antigo em atividade no País.

Além das pistas, Muffato encontra tempo para outras atividades. Proprietário de um mercado atacadista, o senhor de cabelos grisalhos também trabalha com agronegócio. Em meio à entrevista para a Gazeta do Sul, a 15 minutos de pegar no volante para o segundo treino do dia, ele encontrou tempo para passar orientações, por telefone, sobre a venda de soja e reclamar do baixo preço do produto.

O sobrenome Muffato é tradicional no automobilismo do Brasil. Pedro é pai de David Muffato, piloto da Stock Car. “Eu nunca incentivei nem deixei de incentivar. Ele começou por vontade própria”, afirma Muffatão. Sobre o relacionamento com o filho, ele conta que a comunicação é constante e um sempre torce pelo sucesso do outro. “Nesse final de semana, ele também vai correr e a gente costuma se falar sempre antes das provas. Eu não sou muito de ficar dando conselhos. Quando ele vem me pedir, eu falo, mas às vezes ele quer saber mais do que eu, daí eu fico calado”, confessa.

Questionado se a Truck terá Muffatão em 2010, a resposta é rápida, direta e divertida: “Quando encher o saco, eu paro. Se eu ver que estou atrapalhando alguém, também paro. Mas, por enquanto, são os outros que estão me atrapalhando”. Para ele, a Fórmula Truck evoluiu muito nos últimos tempos. “Só tem piloto de alto nível aqui. A experiência ajuda um pouco, mas se não se preparar bem, não vai chegar a lugar algum”, afirma Muffatão.

Fonte: Gazeta do Sul

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