Péssimas condições da estrada atrapalham o início da Operação Arco Verde em Lábrea




A Operação Arco Verde, que estava prevista para começar no dia 15 de outubro em Lábrea-AM, foi iniciada sem que todos os meios necessários para o funcionamento completo da mesma estivessem disponíveis.

Os materiais não conseguiram chegar a sede do município na data prevista devido as péssimas condições de trafegabilidade da BR-230, agravadas pelas fortes pancadas de chuva que nesta semana estão castigando a região.

Um caminhão, carregado de materiais e equipamentos destinados aos trabalhos da Operação ficou atolado e foi socorrido pelo veículo da reportagem de O Curumim que acompanhava o comboio. O caminhão teve que retornar a Humaitá e os materiais seguirão de avião para Lábrea.

Mesmo sem estar com 100% de sua capacidade, a “Arco Verde” já iniciou sua fase de fiscalizações e também de apoio social.

O que é a “Operação Arco Verde”

Coordenada pela Casa Civil do Palácio do Planalto com a participação de 13 ministérios, a Operação Arco Verde prevê ações contra o desmatamento florestal e alternativas para o desemprego no setor madeireiro da Amazônia. As primeiras ações serão focadas nos 36 municípios que mais desmatam a Amazônia. Juntos, eles são responsáveis por 50% da destruição da floresta.

Lançada oficialmente em junho do ano passado, a Arco Verde vem recebendo muitas críticas porque, se de um lado a fiscalização e o combate ao desmatamento aumentaram, por outro a operação não conseguiu alcançar a principal meta: oferecer aos municípios que mais desmatam alternativas de transformar ações predatórias em atividades legais e sustentáveis.

A parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego – que vai acelerar o seguro-desemprego para esse trabalhadores – assim como a realizada com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – que viabilizará bolsas assistenciais – faz parte das ações emergenciais que permearão a operação. A Arco Verde também está ancorada em ações estruturantes que vão de oferta de tecnologias sustentáveis a regularização fundiária.

A idéia do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, é facilitar o leilão dos produtos piratas como boi e madeira apreendidos em áreas de reservas florestais:

“O dinheiro arrecadado e a madeira apreendida serão usados na construção de escolas e casas populares e para a mão-de-obra vamos aproveitar o pessoal que ficou sem emprego porque atividades ilegais foram encerradas. Já fechamos essa parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego”, disse.

Fonte: O Curumim

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