Pneus saem das ruas e viram combustível




Dezenas de pneus são armazenadas todas as semanas em frente ao Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental (DVSA), o antigo Centro do Zoonoses, localizado no km 8 da GO-020. O local, que abriga uma montanha de pneus e à primeira vista parece ser um potencial criadouro para o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, na verdade trata-se do Aterro 2, onde funciona o depósito municipal de pneus recolhidos em áreas públicas. Esse material recebe tratamento com veneno contra a dengue e, posteriormente, é encaminhado à JLS Reciclagem Moreira, responsável por dar a destinação adequada dos pneus. As informações são da Prefeitura de Goiânia.

A gerente de Logística da JLS, Elisangela Colodino, afirma que mensalmente recebe da Prefeitura entre 50 e 90 toneladas de pneus, quantidade que representa 50% do total de materiais coletados pela empresa. De acordo com Elisangela, os pneus deixados nos pontos de coleta da JLS são encaminhados para cimenteiras, onde são incinerados em fornos adequados. “Esses fornos contam com eletrofiltros para que os poluentes não sejam espalhados no ar.” A gerente de Logística esclarece que os pneus servem como combustível para alimentar as cimenteiras. Cada tonelada de pneus de caminhão representa 25 unidades, já a de pneus de veículos de passeio corresponde a 200.

O presidente da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Wagner Siqueira, assegura que o Aterro 2 é um local destinado a acondicionar resíduos da construção civil e pneus inservíveis provenientes de áreas públicas. “São materiais coletados em lotes baldios, beira de córregos, estradas vicinais.” Para ressaltar a demanda de material recolhido, Wagner lembra que só nesta segunda-feira foram coletados 300 pneus na beira de uma mata, no setor Vila Rosa.

A gerente de Manejo de Recursos Sólidos da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Celma Alves, lembra que os pneus só podem ficar no depósito por, no máximo, quatro dias, tempo necessário para evitar a proliferação do mosquito da dengue. E mesmo com esse prazo, Celma afirma que a borrifação com veneno que combate o mosquito transmissor da doença tem de ser feita duas vezes por semana.

O diretor do DVSA, Geraldo Rosa, disse que a borrifação no local é feita frequentemente, “mesmo por que temos leilões periódicos na região”. Segundo a Comurg, o material é encaminhado para a empresa que destina corretamente o pneu logo que se completa uma carga, o que corresponde a aproximadamente 600 pneus de veículos de passeio.

Fonte: Hoje Notícia

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