Curitibano alerta para acidentes na estrada




Com apenas 12 meses na estrada, paranaense já viu muita coisa que não tem vontade de lembrar

Aos 35 anos, Marco Antonio Pereira encara todo dia sua rotina de viajar pelas estradas do país para fazer girar a economia. O que mais tem preocupado o caminhoneiro é a quantidade de acidentes que ele tem presenciado nestes últimos 12 meses. A maioria deles, segundo Pereira, é provocada pelo popular rebite, que deixa os caminhoneiros acordados por mais tempo para viagens mais longas. “É acidente demais, já vi cada coisa neste ano que não dá nem vontade de continuar na estrada”, alerta o paranaense.

O curitibano já trabalhou por mais de 10 anos com caminhão dentro de cidade e levando cargas para cidades vizinhas. Mas esta experiência de rodar o Brasil abriu uma nova e boa oportunidade para Pereira e sua família. “Apesar dos problemas com acidentes, acho que a vida de caminhoneiro tem muitas coisas boas. Adoro sair por aí, conhecer o país, visitar algumas cidades com gente tão boa, que recebe como se fosse família, muito bom”, afirma Pereira.

Para o curitibano, que viaja acompanhado com seu primo Marcos, o custo de vida na estrada está muito caro, quase insuportável. “A gente não tem mais lugar para parar sem ter de pagar alguma coisa. Os postos não tratam tão bem a gente, só os conhecidos. E o pedágio está muito caro também”, reforça Pereira.

Apesar disso, Pereira concorda com vários de seus colegas de profissão que também acham que as rodovias pedagiadas são as melhores. “Não tem como comparar, as estradas têm melhor asfalto, mais segurança, melhor sinalização, tudo é melhor”, completa Pereira.

Pereira não conhece o Brasil todo, mas viaja muito pelo norte do Paraná, por Santa Catarina e pelo interior do Rio Grande do Sul. As principais rodovias do Paraná estão boas, mas a regra é a mesma que vale para São Paulo: as pedagiadas estão sempre em melhores condições. “Tem pista com um pedágio a cada 50 quilômetros, mas a gente anda como se estivesse num tapete”, completa Pereira.

Como dica de segurança, Pereira indica que o caminhoneiro sempre observe alguns cuidados, como parar em posto conhecido, evitar bobeira no interior das cidades grandes, como São Paulo, e abastecer em algum posto conhecido. “A vida não está fácil, é preciso tomar todo o cuidado para evitar imprevistos. Sempre indico um posto conhecido para algum amigo parar, comer e dormir. A gente precisa se ajudar, nós vivemos esta realidade mais do que ninguém”, completa Pereira.

Fonte: TranspoShop

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