Prejuízo com incêndio em terminal frigorífico no Porto de Navegantes pode alcançar US$ 15 milhões

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Um prejuízo de US$ 15 milhões. É o que estima o superintendente do complexo portuário de Itajaí, no Litoral Norte do Estado, Antônio Ayres dos Santos Jr. com o incêndio na Iceport, no Porto de Navegantes (Portonave).

A reportagem consultou empresas com mercadorias armazenadas no terminal frigorífico, mas nenhuma soube estimar as perdas provocadas pelo acidente.

O valor da perda material não inclui a destruição das câmaras frigoríficas. A Iceport e a Portonave não divulgaram dados oficiais, mas Ayres estimou que havia 15 mil toneladas de congelados estocados, entre carnes bovinas e de aves. A capacidade total do terminal frigorífico é de 18 mil toneladas.

O superintendente destacou que o prejuízo operacional foi muito maior que o de alimentos, pois toda a cadeia logística saiu prejudicada. Os produtos seriam embarcados para o mercado externo: Ásia, Europa, Estados Unidos e Oriente Médio, que não receberão seus produtos. Para ter uma ideia da exportação de carga congelada na Portonave, em outubro foram 4.255 contêineres, 40% a mais que em setembro, quando foram exportados 3.035.

— É grave o acidente e com repercussões ruins num momento em que o Porto de Itajaí se recupera da enchente. Prejudica muito a imagem. Agora que o porto estava retomando o volume de exportações, sofre mais um baque com esse incêndio — disse.

O investimento na construção do Iceport, inaugurado em agosto do ano passado, foi de R$ 50 milhões. A expectativa da Portonave, onde o frigorífico se localiza, era movimentar até 410 mil TEUs (unidade internacional que equivale a um contêiner de 20 pés) até o final do ano. Com a perda do frigorífico, não se sabe se a previsão continua.

A Portonave é o primeiro terminal privado do país e é considerado um dos mais modernos. Ayres lembrou que o terminal de Navegantes está com movimentação superior ao Porto de Itajaí, atingindo quase o mesmo volume do ano passado em todo o complexo portuário, antes da enchente.

Em outubro, foram movimentados 51,5 mil TEUs na Portonave, 57% a mais que o mês anterior e um recorde em dois anos de operação. O terminal de Itajaí somou apenas 20 mil.

Quanto a contêineres, passaram pela Portonave 30,9 contêineres, 52% a mais que setembro. O aumento se deve ao restabelecimento do canal de acesso ao complexo, assoreado após a enchente. A baixa do dólar também impulsionou as importações, que aumentaram 61% (7,5 mil contêineres) em relação ao mesmo mês no ano passado.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

Foi nesse local, em Março deste ano, que eu e meu primo Ricardo descarregamos, depois de viajar de Sidrolândia-MS. É uma estrutura gigantesca, e o prejuízo será muito grande.




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