Simpatia para evitar encrenca

Atanasio Petrin




Paulistano não faz cara feia para as pessoas e elogia o interior do Rio, ‘com gente simpática e paisagem magnífica’

A vida de Atanasio Petrin mudou muito nos últimos dez anos. De motorista de veículos e caminhões dentro de cidades a viajar pelo Brasil de ponta a ponta, Petrin aponta os desafios da profissão e as melhores estradas do país. E ainda dá dicas para evitar problemas com segurança nos postos de abastecimento.

“A pessoa é que faz inimigos com nosso jeito de ser. Não pode ser carrancudo, entrar no lugar com a cara fechada, que a gente acaba atraindo situações ruins”, afirma.

Acompanhado pela mulher, Maria, Petrin acredita que o melhor lugar pra viajar é o interior do Rio, com gente muito simpática e uma paisagem magnífica. “O Estado do Rio é bonito demais, a Rio-Santos, o interior serrano. Mas a cidade do Rio é brincadeira, não dá nem pra falar”, comenta. Apesar disso, o paulistano acredita que o lugar mais perigoso do Brasil é Salvador, tanto a periferia como o centro. Petrin já viajou para Belém, no Pará, para Goiás, para João Pessoa, tudo isso nos últimos seis anos em que está na boleia.

Apesar da pouca experiência como caminhoneiro na estrada, Petrin já dirigiu vários modelos, de Scania a Mercedes, passando por Iveco. E aponta o preferido: o Constellation, da Volkswagen. “Ele é muito bom. Se tivesse de comprar um, já saberia qual”, revela o paulistano. Sobre estradas, Petrin não tem nenhuma dúvida. “São Paulo tem a melhor malha rodoviária do país. Principalmente as pedagiadas. Não tem como negar, elas são as melhores”, analisa Petrin. “Mas o preço poderia diminuir um pouco, não é verdade? Tá muito caro.”

O problema maior para o paulistano tem sido a dificuldade de lidar com as estradas. “Aqui no Brasil, o pessoal dá mais valor pra quem não trabalha do que pra quem trabalha. A gente não é respeitado por muito cara que fica na estrada explorando os outros. E ninguém faz nada”, explica o caminhoneiro.
Com 56 anos e dois filhos criados e trabalhando como caminhoneiros em companhias pelo Brasil afora, Petrin declara seu verdadeiro sonho: continuar trabalhando e agradecendo pela vida que tem.

Fonte: TranspoShop




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