Mercedes-Benz comemora produção de 2,5 milhões de motores




O primeiro motor a diesel totalmente nacional foi produzido pela marca em 1956. Na foto o presidente JK funde na Sofunge o primeiro bloco de motor para um caminhão Mercedes-Benz, em dezembro de 1955

A Mercedes-Benz fecha 2009 com um marco histórico: 2,5 milhões de motores produzidos em sua planta de São Bernardo do Campo, São Paulo. Os primeiros a sairem da linha em 1956 com as denominações OM 321, 326 e 324, utilizavam injeção indireta, realizada numa pré-câmara de combustão.

Em 1969 a marca, de origem alemã, realizou o primeiro grande avanço tecnológico dos motores diesel no País com o lançamento do OM 352 de aspiração natural e potência de 130 cv, introduzindo o sistema de injeção direta. Do lançamento até o o início da década de 90 foram produzidas nada menos que 789 mil unidades do OM 352 que equipou modelos consagrados como os 1113 e 1313.

Além de fabricar motores para caminhões e ônibus produzidos em sua planta de São Bernardo do Campo, a Mercedes-Benz do Brasil também fornece componentes e motores completos para outras unidades do Grupo Daimler, como os veículos comerciais leves Sprinter na Argentina, os caminhões pesados Freightliner nos Estados Unidos e os ônibus Citaro na Alemanha.

“A força da nossa marca está na união da disciplina alemã com a criatividade brasileira”, analisa Bart Laton, diretor de produção de motores, câmbios e eixos, ao explicar que a Mercedes-Benz do Brasil não é apenas uma montadora mas a maior fabricante de caminhões a manter em uma única planta a fabricação de todos estes componentes.

“O que consideramos essencial para a qualidade do motor nós também usinamos aqui”, complementou Bart se referindo a produção, em São Bernardo do Campo, de 150 mil peças por mês como blocos de motor, eixos de comando e bielas.

Futuro

Maior fabricante de caminhões e ônibus da América Latina, a Mercedes-Benz do Brasil conta, em sua fábrica de São Bernardo do Campo, com um Centro de Desenvolvimento Tecnológico – CDT. Criado em 1991, ele é pioneiro no Brasil na área de veículos comerciais, o maior da América Latina e da Daimler AG fora da Alemanha.

É neste Centro que a Mercedes-Benz do Brasil está desenvolvendo motores e sistemas de pós-tratamento de gases de escape para caminhões e ônibus, visando atender à legislação de emissões Conama P7, que entrará em vigor no País em 2012.

Esta norma exigirá a redução de 80% nas emissões de Material Particulado e de 60% nas emissões de Óxidos de Nitrogênio (NOx) em comparação com a legislação atual. Como consequência direta, também serão diminuídas as emissões de fumaça e de gás carbônico.

“Além de atender aos requisitos do P7, nossos motores também reduzirão o consumo de combustível, diminuindo o custo operacional e garantindo a rentabilidade para os clientes”, diz Gilberto Leal, gerente de Desenvolvimento de Motores da Mercedes-Benz do Brasil.

Fonte: Revista Carga Pesada

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