Tradição e Folclore nos para-choques




Elas são fiéis representantes do folclore traduzindo, na maioria das vezes, com muito humor, o dia-a-dia na estrada. Essas pérolas da sabedoria popular, geralmente no para-choque traseiro dos caminhões, cruzam o Brasil de sul a norte com muita simplicidade e sabedoria…

Vamos relacionar algumas que, com certeza, muitos já leram.

-Enquanto ela dorme, eu trabalho.
-Eu sabia que você olhava…
-Vende-se este caminhão. Nunca levou batida; só deu!
-Por tua causa, atrasei a viagem.
-Sou feio de cara mas bom de estrada.
-Da minha embriaguez tu és o cálice.
-Carrego toneladas de doce, mas minha vida é amarga.
-A bandeira do Corintians é como desodorante: anda sempre debaixo do braço.
-Banguela é marcha fúnebre.
-Deixei a boemia, mas continuo na madrugada.
-Se trabalhar enriquecesse, burro seria milionário.
-Segredo entre três? Só matando dois!
-Faça tua estrela brilhar, mas não atrapalhe a estrela dos outros. -Lembranças são flores que nunca murcham.
-Quem tem vista curta, deve olhar de perto.
-Minhas duas alegrias: o primeiro frete e a última prestação.
-Dinheiro não traz felicidade, mas nos deixa chorando no macio.
-Não fumo, mas vivo soltando fumaça.
-Sou igual gaiteiro de zona: toco a noite inteira.
-Eu faço os cabritos e meu patrão é que ouve os berros!
-Quem tem rabo de saia, que não sente perto do fogo.
-Se seio fosse buzina, ninguém dormia de noite.
-Mini-saia é igual arame farpado; cerca a propriedade, mas não protege a visão.
-Veado é um bicho esquisito: não dá cria e está sempre aumentando.

Essas manifestações são, na verdade, uma demonstração de humor e saber populares – (vale consultar o livro “A sabedoria nos para-choques” de Santo Carlos e Antonio Coloda).

Fonte: Jornal de Canela




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