Caminhões protótipos nacionais

Caminhão Bandeirante – 1927




Imagem extraída da página 204 do livro Ônibus – Uma História do Transporte Coletivo e do Desenvolvimento Urbano no Brasil, de Waldemar Corrêa Stiel. Tem a legenda Primeiro caminhão totalmente feito no país, 1929.

Na página 75 da mesma obra, encontramos, na linha do tempo, o seguinte texto:

1929, Janeiro. É enviado para a exposição de Sevilha, onde figuraria no pavilhão do Brasil, um automóvel que, ao que se sabe, foi o primeiro automóvel inteiramente construído no Brasil. O veículo, que foi fabricado pelos engenheiros mecânicos Prestes & Cia., tinha toda a matéria-prima, inclusive o motor, construído com produtos nacionais. O principal construtor foi o Dr. José Augusto Prestes. Tratava-se de um auto-caminhão para cargas, com capacidade para sete toneladas e equipado com um motor de 60 HP. “Todo o material, motor, chassi, rodas e cárteres de aço, foi fabricado no Brasil.”

Já na obra Automóvel no Brasil – 1893-1966, de Vergniaud Calazans Gonçalves, encontramos à página 38 a seguinte informação:

1927. Circula no Rio o primeiro autocaminhão fabricado no Brasil, construído pela firma A. Prestes & Cia., com o nome de “Bandeirante”. Com motor de 4 cilindros, de 45 C.V., pode transportar 7 toneladas, desenvolvendo a velocidade de cruzeiro de 40 km/hora.

Como se vê, trata-se do mesmo veículo, apesar da divergência em relação à potência do motor.

Conclui-se que o Bandeirante saiu às ruas em 1927 (segundo Calazans), e viajou à Espanha em fins de 1928 para a exposição em Sevilha em janeiro de 1929 (segundo Stiel).

Talvez a diferença observada na potência do motor se deva não só aos diferentes padrões de medida (HP e CV, diferença irrisória em valores nominais), mas também a um possível desenvolvimento do motor ocorrido entre 1927 e 1929.

Caminhão Agrale – 1980

Resultado da solicitação aos engenheiros da Agrale para que desenvolvessem uma carreta agrícola motorizada. O protótipo surgiu mais elaborado que um simples veículo para o trabalho no campo. Era, na verdade, um pequeno caminhão urbano, cujas características atendiam aos requisitos do Contran para circulação em vias públicas. A partir desse protótipo, a Agrale ingressou no mercado de caminhões em 1982 com o lançamento do modelo TX 1100.

Eletron – 1981

Utilitário elétrico, com capacidade de carga de até mil quilos, desenvolvido pela COPEL (Companhia Paranaense de Energia Elétrica) em conjunto com um pool de empresas formado por Bardella-Boriello (motor elétrico), Puma (chassi), Marcopolo (carroceria) e Lucas-Vulcânia (bateria).

IPEI CAURÉ – 1984

Pequeno veículo para 2 passageiros e 400 Kg de carga desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Industriais, ligado à FEI de São Bernado do Campo (SP). Tinha motor central emprestado da motocicleta Honda CB400, de 395 cc e 40 cv, convertido para queimar álcool. Consumo calculado em 17,6 Km/l. Tinha carroceria leve, cuja concepção e cálculos estruturais foram feitos em computador, e foi moldada em material composto de epóxi e kevlar. Em 1987, o Cauré teve sua mecânica de moto substituída pela do Gol 1.6, e o protótipo foi rebatizado Cérbero.

Fonte: Carro Antigo




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