Carga vigiada




Sorria, você está sendo avaliado! O rastreamento por telemetria e logística visa este objetivo e tem como foco a redução de custos para frotistas. Ainda desconhecido, veja como ele funciona na prática

Olhos atentos: o monitoramento de frotas pode ser acompanhado por satélite, celular ou rádio; software gera um fluxo de informações que é encaminhado para a empresa

Antes e devido à falta de segurança, o rastreamento veicular era usado só para localizar veículos roubados. Hoje, com o incremento de novas tecnologias, virou uma peça fundamental para evitar desperdícios e melhorar o lucro do micro ou macro empresário.

Beto Pifano, um dos sócios da Mobilecomm, empresa há três anos no mercado, diz que a telemetria veio para ficar. Como ela age? A grosso modo, ela detecta se o condutor do veículo dirige bem ou mal, se desperdiça ou economiza para empresa.

Beto explica que dentro de uma van, por exemplo, há um software que suga todas as informações, como velocidade, percurso, consumo, freada brusca “e os transforma em números e avalia a condução do profissional. Estes dados são passados para uma central e repassados para o dono da empresa via e-mail ou mensagens via celular. No caso de se exceder em algum item, o funcionário será chamado a atenção. Na prática, esse fluxo de informações vale como controle e educação de quem dirige o veículo”, salienta Beto.

Thiago Pifano, outro sócio da empresa, conta que a telemetria gera relatório instantaneamente ou do jeito que o cliente desejar, semanal ou mensal, e com a quantidade de veículos que ele quiser.

Thiago detalha que o relatório é capaz de acusar, por exemplo, se o tempo do ar- condicionado foi usado mais que o normal, se teve um consumo a mais de combustível, se houve desvio na rota ou se o veículo está parado com a ignição ligada.

O equipamento é fabricado pela própria empresa e é tão complexo que chega a medir a quantidade de grãos que uma carga pode perder durante a sua trajetória, algo impensável na década de 80, por exemplo. “Isso é feito através de sensores que controlam os grãos embutidos no caminhão”, explica.

Para quem precisa do serviço de telemetria e logística, Ricardo Palácio, outro diretor, explica que o primeiro passo é levantar tudo o que a empresa do cliente precisa, tudo o que está errado, fazer um filtragem e desenvolver uma solução. “Depois, instalamos os equipamentos necessários, como o nosso software e tudo que o condutor fizer de anormal do combinado com seu supervisor, ele repassa por meio de alertas”, diz.

Versatilidade

Em termos de rastreamento, Thiago conta que a Mobilecomm trabalha com três tecnologias: celular, satélite e rádio e é usufruída conforme for a mais conveniente para o cliente. “Você está transportando altos valores? Você é uma empresa de carro forte? Então será rastreado por satélite, porque a área que irão lhe roubar é onde o celular não pega. Você transporta cimento ou telha? Aí você vai ser monitorado por celular que é mais barato, mas vai suprir a necessidade com menor custo possível”, Isso depende muito da realidade de cada cliente.

Entretanto, Thiago pondera que todas os sistemas têm as suas falhas. “No satélite, por exemplo, eles possuem suas zonas de sombra, isto é, áreas que não podemos visualizá-las. Via celular, pode não haver cobertura, mas nós temos o percurso e sabemos como cada operadora vai se comportar melhor no trajeto”, diz.

Para quem pensa em segurança, Ricardo afirma que é mais vantajoso fazer um seguro que colocar um rastreador para localizar o bem. “Agora, se você procura um rastreador para ter um controle da frota, este é o caminho”, pondera.

De acordo com Beto, o retorno financeiro para o empresário acontece depois de 3 meses, período em que paga o aparelho. Todos os clientes são formados por pessoas jurídicas e que elas têm um ponto em comum, transportam valores ou mercadorias. Locadoras de veículos, carros-fortes, caminhões-cegonha.

Em um ano, no pacote básico, o empresário irá ter a localização de seus veículos e controle de rpms, do hodômetro, de velocidade, de paradas e de segurança. Para obtê-lo, o desembolso vai de R$ 700 a R$ 800 pelo equipamento instalado. A mensalidade será de R$ 89 por mês. “Dependendo do que a pessoa queira acrescentar, o valor da mensalidade pode ser alterado com o tempo”, diz Thiago.

Já o pacote mais avançado inclui o controle de rotação do carro pesado, o botão de pânico – caso o bem seja roubado, “a quantidade de freadas bruscas e as banguelas – onde ao contrário que se pensa, se gasta muito combustível. A mensalidade deste nível sobe para R$ 110”,

Thiago finaliza que o pacote mais avançado conta com ferramentas de roteirização, onde o sistema guia os lugares que o profissional parará. Custa R$ 130.

Fique por dentro

Rastreamento

As redes celulares tendem a dominar as operações de localização de veículos, em detrimento aos satélites, na opinião de especialistas.

Estima-se que o Brasil tenha de 120 mil a 180 mil veículos rastreados, contando entre particulares e corporativos.

Neste universo, 50% utilizam sistemas via satélites e a outra metade entre redes celulares e de rádio-frequência.

Além de ser mais caro, o sistema via satélite não apresenta bom desempenho na cidade. O motivo é a forte concentração de prédios reduz o sinal. Entretanto, o satélite é imbatível nas estradas, onde a cobertura celular pode falhar.

No futuro, o produto vai ser instalado diretamente pela montadora. Entre os benefícios , destaca-se uma maior segurança, recuperação de veículos e cargas roubadas e total controle da frota, como é feito pela telemetria.

Fonte: Diário do Nordeste




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