Paranaense fala de seus sonhos e elogia o Rio




Com a profissão no coração, Altemar César Xavier começou a dirigir caminhão ainda na roça, quando trabalhava com sua família. Depois de mais de 20 anos na boleia, Xavier já está pagando seu próprio caminhão e tem muitas histórias boas de contar deste seu tempo de estrada. O que ele não gosta é quando falam mal do Rio de Janeiro, sua cidade preferida. “Todo mundo fala mal do Rio, mas só passa na avenida Brasil, não entra lá no meio. É fácil falar mal de uma cidade sem conhecê-la de perto”, critica Xavier. “Não acho o Rio um lugar ruim, pelo contrário. Tem de entrar na cidade para perceber como ela é maravilhosa”, completa.

Nascido em Guaraci, no interior do Paraná, Xavier mora hoje em Curitiba e pensa em trocar de caminhão assim que encontrar o modelo que mais lhe agrade. Para isso, ele tem procurado sempre no Transposhop por seu próximo parceiro de estrada. “Quando paro em algum posto, como lá em Cubatão, por exemplo, sempre vou atrás de um número do Transpo para ver se tem algum modelo que me interessa. Estou prestes a comprar um”, afirma.

Aos 42 anos, Xavier aconselha os novos motoristas a aceitar o trabalho assim que aparecer qualquer oferta. “Não dá para escolher muito, por isso é que muitos não vingam na profissão. O segredo é fazer vários trajetos, pegar o que aparecer”, aconselha o paranaense. “Com isso, o motorista consegue ganhar mais, mas fica mais tempo fora de casa, em média 19, 20 dias.”

Mas para garantir uma boa renda, Xavier afirma que o motorista depende da carga e da regularidade do transporte, que varia de acordo com a região. “Não importa se você vai muito longe, o que importa é se vai levar uma carga que pague bem ou se vai fazer várias viagens para garantir um bom rendimento.”

Xavier já conheceu várias cidades do Brasil, algumas do Nordeste, e acredita que não existe lugar seguro. “O caminhoneiro precisa estar sempre atento, tem de tomar cuidado a toda hora, principalmente durante a noite”, alerta. Para Xavier, as marginais em São Paulo são lugares bem perigosos, onde o cuidado deve ser redobrado.

O paranaense está satisfeito com seu Iveco, mas gostaria de andar com Scania ou Volvo. “Gosto deste modelo da Iveco, é bem potente, principalmente nas subidas”, afirma. Como sonho, Xavier almeja ter uma frota em suas mãos ou mais alguns caminhões. Isso se tudo der certo e ele continuar trabalhando como em 2009 pelas estradas brasileiras.

Fonte: TranspoShop

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