Vida de caminhoneiro – Catarinense prega mais união entre colegas




Na boleia há mais de 12 anos, motorista defende medidas contra exploração do caminhoneiro

Com muito tempo de estrada, Jackson Leandro Lowe faz questão de sempre lembrar seu amor pela profissão que escolheu. Natural de Xanxerê, este catarinense prega há muito tempo a união de seus colegas de categoria. “Não adianta. Enquanto não acabar com a comissão e estabelecer um salário, ninguém vai respeitar o caminhoneiro. Sou favorável à aprovação das leis da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Elas vão definir o nosso valor”, afirma Lowe. “Você só vê caminhoneiro andando por aí 24 horas no rebite. A “piazada nova” (jovens caminhoneiros) faz 48 horas sem parar, ou mais. O cara não se aguenta em pé e tem de fazer a entrega, isso não é justo”, completa.

Para acabar com isso, segundo o catarinense, a categoria deveria ficar mais unida, defender o fim dos horários abusivos, entre outras coisas. “O caminhoneiro deveria trabalhar no máximo dois dias sem descanso, com folga semanal. O tráfego de caminhões deveria ser proibido, em algumas situações, das 22h às 4h da manhã. Há a necessidade também do controle de horas. Aí o caminhoneiro teria uma qualidade de vida melhor”, defende o catarinense.

Para ele, isso é muito difícil por causa da influência das empresas, que só pensam na carga e não no motorista. “Falta fiscalização também. Se a polícia parasse quem está rodando há muito tempo, a segurança melhoraria, com certeza. Mas isso não acontece”, relata Lowe.

O catarinense já viajou por muitas cidades do país, principalmente pelo nordeste. Já visitou o Ceará, a Bahia e outros estados. Também foi para o Rio de Janeiro, para ele o lugar mais inseguro para andar carregado. Sobre sua preferência na hora de pilotar, Lowe afirma sem dúvida nenhuma: Scania. “O melhor caminhão que já dirigi, sem igual. Melhor na segurança, no consumo, nas peças, na reposição, enfim, em tudo”, avalia. “Por enquanto, estou contente com o meu Volks, o fuscão dos caminhões, o 220 Worker. Mas, se pudesse, teria um Scania. Ou até um Volvo, que é muito bom também.”

Para Lowe, a melhor rodovia do Brasil é a Dutra, com o melhor asfalto e o pedágio mais caro também. Mas compensa. Seu sonho é terminar de pagar seu caminhão e continuar rodando até fazer o pé de meia. E esperar por uma união maior dos caminhoneiros para que a categoria não sofra tanto nas estradas deste país.

Fonte: TranspoShop

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