Venda de implementos cresce 53%




Um levantamento feito pelo do Departamento de Estatísticas da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) apontou um crescimento de 52,21% da indústria de implementos rodoviários no país, no acumulado de janeiro a setembro deste ano. De acordo com a associação, o crescimento da economia brasileira, principalmente nos segmentos de construção civil, agronegócios e indústria automotiva, foram os principais responsáveis pela ascensão do setor.

A comparação dos três primeiros trimestres deste ano com o mesmo período de 2009, assinala 41 402 emplacamentos a mais das linhas leve e pesada. Foram 79.304 unidades em 2009, e 120 706 neste ano. A linha pesada – de reboques e semirreboques – registrou um aumento de 47,86% nas vendas, e a linha leve – de carrocerias sobre chassis – conquistou 54,63% de crescimento. Já as exportações de reboque e semirreboques fecharam o terceiro trimestre com 52,58% de evolução.

Rafael Wolf Campos, presidente da ANFIR, afirma que o crescimento da vendas de implementos se deve à busca do setor em atender as necessidades do mercado. “Ao contrário de outros segmentos, que recuaram no período da crise econômica internacional, nós mantivemos nossos planos e continuamos investindo em capacitação profissional, em novas tecnologias, entre outras ações, para atender às solicitações”, diz Campos.

Para o líder da Anfir, as empresas implementadoras devem concluir o ano com aproximadamente 161 000 implementos vendidos, o que representaria crescimento de 40% para o setor. “Nosso desempenho poderá ser um pouco maior ou menor do que o projetado, uma vez que dependemos de fatores que impactam diretamente na entrega dos implementos”, explica Campos. Para ele, as dificuldades dos clientes para financiar o valor de aquisição dos produtos é um dos fatores que causam preocupação às empresas do setor, assim como o término da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) programado para 31 de dezembro de 2010. “Temos ainda pela frente a obrigatoriedade da instalação do protetor lateral e do rastreador, que passam a vigorar a partir de 1º de janeiro e 1º de abril do próximo ano, respectivamente. Os três itens deverão impactar no custo final dos nossos implementos”, ressalta Campos.

Fonte: Revista Transporte Mundial




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