Banco do Brasil libera R$ 4,5 milhões para financiamento de caminhões




O Banco do Brasil (BB) liberou nesta segunda-feira, 29, o primeiro lote de financiamento de caminhões, envolvendo 13 operações no valor de R$ 4,5 milhões, por meio de convênio com o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC). Segundo a instituição financeira, o convênio tem como objetivo facilitar e formalizar propostas para a compra de caminhões e carrocerias novas no âmbito do programa Procaminhoneiro, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para as garantias, os proponentes recorreram ao Fundo Garantidor de Investimento (FGI), ao qual o BB aderiu em agosto, com aporte de R$ 5 milhões. O convênio também prevê crédito para pagar o seguro do veículo financiado. “Esses dois dispositivos funcionam também como mitigadores de risco de crédito”, afirma em nota o diretor de crédito do BB, Walter Malieni.

O BB informa que o piloto, realizado com o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens nos Estados do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e da Bahia, acolheu 400 propostas no total de R$ 40 milhões. O banco tem como meta acolher mais 100 até o fim do ano. A taxa de juros é de 4,5% ao ano com vigência até março de 2011.

De janeiro a outubro, o BB desembolsou R$ 314 milhões no programa Procaminhoneiro, dos quais 40% (R$ 128,8 milhões) para transportadores autônomos, o que mostra uma concentração da carteira em pessoas físicas. No total, foram 3.558 financiamentos pelo BB com valor médio de R$ 90 mil.

A linha Procaminhoneiro é destinada a pessoas físicas e empresas com, pelo menos, dois anos de atuação no segmento de transporte rodoviário de carga. O prazo é de até 96 meses, com carência de seis meses. O programa limita o financiamento de um veículo completo (caminhão e carroceria) por mutuário.

Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) citados pelo BB, há no Brasil em torno de 817 mil caminhoneiros autônomos registrados e 159 mil empresas transportadoras. O transporte rodoviário responde por 61,1% da carga movimentada no País, seguido pelo ferroviário, com 20,7%, e o aquaviário, com 13,6%.

Fonte: Estadão

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