Iveco Stralis NR: uma versão melhorada




A linha NR é uma versão mais madura dos antigos Stralis e traz como principais apelos economia de combustível, melhor desempenho, custos operacionais

O segmento de veículos pesados promete grandes emoções para os próximos anos. Economia aquecida, investimentos em infraestrutura por conta do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), as olimpíadas e a Copa do Mundo de 2014 – que será realizada no Brasil – são grandes incentivadores para um resultado positivo para as vendas desses caminhões neste ano. Segundo a Anfavea, o licenciamento de caminhões aumentou 42,1% nos meses de janeiro e fevereiro (17 369 unidades) em relação ao mesmo período de 2009 (12 220). Além disso, a partir do começo de 2011, uma nova regulamentação obriga a utilização de caminhões na configuração 6×4 para aplicações de rodotrem e bitrem. Em 2012 o Brasil também tem de estar com seus veículos totalmente alinhados aos novos padrões da norma Euro V. Vislumbrando as oportunidades, as fabricantes estão investindo em novidades para tentar ganhar mercado. Uma das mais quentinhas, que saiu do forno recentemente, vem das mãos da Iveco, que após meses de pesquisa, trouxe em 2010 ao país a linha Stralis NR, que aperfeiçoa e incrementa uma família de produtos já reconhecida pelos frotistas e motoristas.

A linha Stralis NR ganhou mais produtividade, baixo consumo, conforto, segurança para o condutor que quer melhorar a qualidade de suas viagens e para o frotista que pretende reduzir seus custos operacionais. Para isso, a Iveco injetou R$ 23 milhões em uma pesquisa de desenvolvimento dos novos veículos. Para começar a falar da novidade, o motor Cursor 13 nos modelos vem com mais potência e torque, e segundo João Irineu Medeiros, diretor de engenharia de produto FPT Mercosul, já pré-preparados para atender a demanda de Euro 5 a partir de 2012. A versão 420, que tinha 420 cv, ganhou um incremento de mais 40 cv e deu origem ao Stralis 460 NR, que segundo a fabricante, é o motor da marca mais potente presente na América Latina. Os números falam por si só. O torque máximo do veículo aumentou em 20%, e hoje chega a 229,6 mkgf entre 1 100 a 1 400 rpm. O modelo passa a concorrer com os caminhões pesados na faixa de 440 cv a 470 cv, segmento que está em franco crescimento e responde por 25% desse mercado.

O antigo Stralis 380, com 380 cv, recebeu uma nova roupagem na linha NR: 35 cv, 10% de potência a mais (415cv), torque 12% superior ( 204 mkgf entre 1 000 a 1 400 rpm) e um novo nome, Stralis 410 NR. O caminhão passa a brigar com modelos do mercado entre 380cv e 420 cv – que ocupa 40% da fatia dos pesados brasileiros. Como modelo de entrada, a Iveco vai manter em linha o modelo 380 cv, que ganhou o nome de 380 NR, e possui torque máximo entre 1 000 e 1 400 rpm.

Com a nova regulamentação de composição de carga, vigente a partir de 2011, o mercado pede veículos também com um freio motor 20% mais forte (de 347 cv para 415 cv) e eficiente. Na nova linha, os modelos 460 NR e 410 NR trazem o equipamento como item de série. O CEB (Combined Engine Brake), com válvula do tipo “borboleta” no sistema de exaustão, combinado com o ITB (Iveco Turbo Brake). Essa evolução vem ao encontro ao fato de que o Brasil tem uma geografia significativamente acidentada, e isso impacta diretamente na questão da segurança e no gasto de combustível. A injeção eletrônica recebeu um novo mapeamento, por conta dessas condições geográficas.
“Em descidas de serra, o motorista pode dirigir em uma velocidade mais alta sem comprometer a segurança, reduzindo o tempo de viagem. Além disso, desgasta menos as lonas e os tambores de freio”, diz Medeiros.

Na configuração 6×4, que vai puxar rodotrem e bitrem a partir de 2012, o cliente ainda pode optar pelo sistema ZF Intarder, de frenagem auxiliar, que é integrado à transmissão. O dispositivo eleva em 145 cv a potência de frenagem total, chegando a 560 cv. O ZF Intarder – o conhecido retardador – vem ainda acompanhado por freios ABS.

O turbo compressor tem nova configuração. O coletor de escapamento é gerenciado eletronicamente, o que permite menor absorção de energia e redução do consumo de combustível.

A direção mais econômica é uma das bandeiras da linha Stralis NR. A Iveco fez questão de abrir a possibilidade ao operador de checar em tempo real esse desempenho. Um econômetro, instalado no painel, mostra como está o consumo de combustível e também a pressão do turbo.

Fonte: Transporte Mundial

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