Volvo FL: atraente para distribuição




Equipado com uma caixa de câmbio automatizada I-Sync, o Volvo FL 4×2, é uma aposta interessante quando se trata de transporte de distribuição

Ao menos na Europa, os transportadores e autônomos têm à disposição veículos mais confortáveis desenvolvidos com exclusividade para atender ao transporte de distribuição. A sofisticação e a tecnologia dos caminhões ditos urbanos, que parece ser premissa na Europa, são muito parecidas com o que se vê nos modelos rodoviários.
A exemplo disso é a gama Volvo FL destinada a cobrir o segmento de médios, que na Europa atende entre 12 e 18 t de PBT (Peso Bruto Total).

O caminhão dispõe de uma motorização da própria fabricante, a D7E, desenhada e desenvolvida num bloco de 6 cilindros em linha com 7,2 litros, que dispõe de 280 cv a 2 300 rpm, no caso da versão avaliada pela Transporte Mundial na Espanha. O motor está coberto por um cabeçote monobloco com 4 válvulas por cilindro e o sistema de injeção é common rail. O freio-motor por descompressão é o EBR, que atua sobre as válvulas garantindo um poder de frenagem com potência de 256 cv a 2 800 rpm.

O que pode se destacar desse poderoso propulsor é que sua potência específica de 23,3 cv/t é maior do que a do FH16 700, de 17,5 cv/t. O caminhão ainda dispõe de um torque de 107 mkgf de 1 200 e 1 700 rpm.

Transmissão

A principal contribuição do Volvo FL 280, no campo dos caminhões urbanos, é sua a nova caixa de câmbios automatizada I-Sync feita pela ZF. Basicamente, trata-se de uma caixa manual de 6 marchas sincronizadas que incorpora um sistema eletro-hidráulico, encarregado de selecionar e inserir as diferentes relações, segundo as condições de marcha, necessidade de potência, carga e perfil da rota, por exemplo.

A Volvo desenvolveu um software personalizado em que se consegue uma perfeita “harmonia” entre a eletrônica da I-Sync e o propulsor. Oferece 6 marchas sincronizadas a frente e uma ré. A 5ª velocidade é direta, enquanto que a 6ª é overdrive. O grupo diferencial deste 4×2 é de simples redução, sendo a sua relação de 3,73:1, o que permite a harmonia, relativa ao consumo, entre a caixa e o giro do motor. No eixo traseiro, o modelo equipa suspensão pneumática e os freios são a disco.

Pelas rodovias europeias, o caminhão se comporta como um verdadeiro membro Volvo. Surgido a partir de uma joint venture com a Renault Trucks, a cabine FL remete aos Midlum, da fabricante francesa, e aos LF, produzidos na Grã-Bretanha, pela Leyland.

O caminhão médio apresenta uma estrutura de habitaculo moderna e agradável, razão pela qual a Volvo aposta no seu design — assim como faz com todos os seus caminhões em que vende pelos quatro cantos dos continentes — e também no alto nível de conforto interno para o condutor.

Os designers da grife de origem sueca desenvolveram um modelo no estilo robusto como os rodoviários, mesmo se tratando de um veículo de uso mais comum urbano. As grades frontais seguem aos padrões da marca, com a logomarca bem ao centro. Um generoso ângulo de abertura da porta e o primeiro degrau situado a 30 cm do solo, permite ao motorista acessar o posto de trabalho de forma rápida e confortável. Logo ao entrar no veículo nota-se que o computador de bordo com uma versão adaptada da gama pesada é uma vantagem ao operador que terá à sua disposição informações completas e de fácil linguagem.

Tecnologia

Elaborado com tecnologia digital, o painel oferece velocímetro e conta-giros bem ao centro do visor e também há mais outros pequenos “relógios” cuja função é permitirem controlar a pressão do óleo, turbo, circuito de freios, temperatura e nível de combustível.

Dirigir com “folga” de potência é uma situação sempre agradável para um condutor de caminhão. E com um modelo Volvo FL os cavalos sobram, sobretudo, nos locais onde ele é mais direcionado: nos perímetros urbanos. Suas 6 marchas se bastam para mover com desenvoltura suas 12 t de PBT.

Sua mecânica responde com generosa entrega a qualquer demanda do acelerador, bem apoiodo pelo correto escalonamento de caixa I-Sync.

Na cabine do Volvo FL

Inicialmente, essa cabine, a L2H1, foi criada para equipar a gama Midlum da Renault, mas acabou atendendo à família de veículos Volvo FL para o segmento urbano. O maior predicado desses caminhões é o espaço interno e, apesar de ter um túnel do motor razoavelmente elevado, ainda possui espaço para o operador. Um dos argumentos da grife sueca ao desenvolver o caminhão com essas dimensões foi o conforto para o motorista. E não apenas relativo ao espaço, pois o nível de ruído é praticamente nulo quando se está no interior do veículo. O modelo, disponível em outras motorizações, ainda ganha pela alta qualidade dos acabamentos dos bancos, painel e tapeçaria.

Fonte: Transporte Mundial

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