VW 15.180 foge dos mecânicos




De manutenção mais simples e de baixo custo, o modelo Volkswagen 15.180 é indicado para operações rodoviárias de curtas e médias distâncias

Em 2005, a então Volkswagen Caminhõ­es e Ônibus (hoje MAN) mexeu no seu catálogo de produtos. A estratégia era atrair mais clientes e, para isso, contava com as novidades da linha Constellation. Um dos veículos que não passou sem ser notado foi o caminhão médio 15.180. Esse modelo, que já era conhecido com o motor mecânico, estava na lista dos primeiros a receber motorização eletrônica.

 

A partir daquele ano, da fábrica de Resende, RJ, o VW Constellation 15.180 sairia com o propulsor eletrônico MWM International Acteon 4.12TCE, turbo intercooler, esbanjando ainda os 180 cv de potência. Esse caminhão é bastante recomendado para as atividades de coleta e distribuição urbana e uso nas rodovias, em curtas e médias distâncias.

Na época, a companhia de origem alemã esclarecia que a motorização eletrônica trazia benefícios como baixo nível de ruído, maior vida útil, melhor desempenho por alcançar máxima condição de torque em baixas rotações, menor emissão de gases e gerenciamento de funções como rotação e velocidade.

Na mesma ocasião, a fabricante apresentou a linha Worker, trazendo o 15.180 Euro III, com motorização mecânica MWM 6.10 TCA, sugerido para trajetos urbanos, mistos e interestaduais, em serviços de entregas, apoio, coleta de lixo, trabalhos em obras e transporte de cargas líquidas. Outra oferta da fabricante era o modelo 15.180E, com propulsor eletrônico MWM Acteon 4.12 TCAE, com sistema common rail para injeção de combustível.

Na visão de Ricardo Alouche, diretor de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America, umas das explicações para o sucesso desses caminhões médios da marca é que eles vieram preencher uma lacuna. “O 15.180 é um dos grandes orgulhos do nosso portifólio. Antes o mercado dava pouca importância para esse segmento. Só havia opção de 13 ou 17 toneladas. Detectamos essa necessidade e apresentamos o 15.180, que atende principalmente aos frotistas que levam cargas densas”.

Mesmo com as mudanças na motorização e nas versões de cabines, a empresa garantia que a manutenção continuava tão simples como a dos modelos mecânicos. Esse fato pode ser comprovado por um dos clientes. Na oficina da transportadora Rodonaves, os caminhões aparecem apenas para revisão ou ações preventivas. Sandro Roque, encarregado de manutenção, diz que a empresa tem 10 caminhões desse modelo e é difícil ver um VW 15.180 parado.

E caminhão rodando também é sinônimo de bons negócios para os comerciantes automotivos. Na revenda HM Caminhões, localizada na capital paulista, esse veículo é considerado como ‘a coqueluche da Volkswagen’ e nunca fica muito tempo em exposição. “Logo aparece comprador interessado”, afirma Manoel Dinis.

Outra revenda independente que destaca os atributos positivos do VW 15.180 é a Paulista Caminhões, com sede no município de Cravinhos, no interior de São Paulo. Lá, o caminhão é tido como um excelente veículo, com valor razoável, levando em conta o custo/benefício e o preço da manutenção relativamente baixo.

O cliente de caminhão usado VW

Virou regra. Em todo lançamento de caminhão, as fabricantes instaladas no Brasil destacam que, além de ter veículos adequados para cada necessidade do transportador, oferecem ampla rede de concessionárias, com unidades espalhadas nas mais diversas localidades do país.

Sabem de longe que o atendimento pós-venda é o próximo passo para uma nova compra e fidelização do cliente.
E como tem sido atendido o cliente que tem um caminhão VW 15.180 mecânico, ano 2002? A revista Transporte Mundial falou por telefone com uma revenda da MAN Latin America (empresa que hoje detém a marca Volkswagen Caminhões e Ônibus) de cada estado brasileiro, exceto Roraima, que não tem filial.

De maneira geral, não há o que se reclamar do atendimento. É verdade que algumas unidades foram mais ágeis do que as outras no retorno das informações solicitadas, mas todas procuraram resolver com profissionalismo o problema fictício, que era trocar o kit de embreagem.

A maioria delas explicou, por exemplo, as opções entre escolher o produto com moringa e sem moringa, outras detalhavam que o produto era original e poderia ser feita a escolha entre duas marcas genuínas.

As concessionárias S.A. Caminhões, Transrio, Bravo, Nasa, Gama, Veneza, e Cavepe, apresentaram o valor bruto do produto e, imediatamente, para facilitar a vida do cliente e também gerar negócio, ofereceram opção de desconto, em torno de R$ 500.

Onde é mais “barato” quebrar

Apesar de ser conhecido no mercado como um caminhão que não gosta de oficina, uma hora ou outra o 15.180 pode precisar de algum reparo. Um levantamento especial feito pela Transporte Mundial mostra a diferença de preços praticados nas concessionárias VW distribuídas pelo país.

O custo do kit de embreagem, por exemplo, pode variar mais de 200%, dependendo da
localidade. O valor mais baixo foi observado na concessionária Belcar, em Goiânia, GO. Lá, é necessário desembolsar R$ 1 000 para trocar essas peças.

Subindo no mapa, foi encontrado o preço mais alto, em São Luís do Maranhão, MA, onde o mesmo produto custa R$ 3 400, na concessionária Mônaco Diesel. Esse grupo tem filiais em outros estados, e, nesses locais, platô, disco e rolamento têm preços mais acessíveis, sendo R$ 1 533 em Teresina, PI, R$ 1 800, em Rondonópolis, MT, e R$ 2 291, em Belém, PA.

Fonte: Transporte Mundial




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