Caminhões históricos Scania

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Publicarei três artigos que foram postados no blog da Scania, sobre a serie de caminhões antigos fabricados por eles. Esse post conta a história dos 3 jacarés, L75, L76, e L111.

Scania L75

Um caminhão forte, robusto, com elevada capacidade de carga aliada à economia de combustível. Foi assim que ficou conhecido o modelo L 75, fabricado pela então Scania-Vabis. Ele começou a povoar as rodovias brasileiras a partir 1959 e, desde então, ficou conhecido como o “rei da estrada”.

Este foi o primeiro modelo fabricado pela Scania no Brasil: o primeiro veículo data de 28 de abril de 1959. Nos primórdios, os caminhões eram produzidos na linha de montagem da Vemag, que importava veículos Scania-Vabis desde 1951. O motor era importado da Suécia, e cerca de 35% das peças eram nacionais.

Caminhões Scania-Vabis no pátio da Vemag

A partir de junho de 1960, com uma fábrica de motores já instalada no bairro Ipiranga, a Scania-Vabis assume a produção completa dos veículos. Os primeiros modelos brasileiros são vendidos para a Transportadora Michelon pela primeira concessionária no Brasil, a Brasdiesel, de Caxias do Sul (RS). As notas fiscais são de 15 de junho de 1960.

Os três primeiros L 75 brasileiros foram vendidos pela Brasdiesel de Caxias do Sul (RS)

Em 12 de dezembro de 1962, é inaugurada a fábrica da Scania-Vabis em São Bernardo do Campo (SP), a “Detroit brasileira”. A produção aumenta bastante e consolida a Scania como uma das melhores fabricantes de caminhões pesados do Brasil.

Tecnicamente, o L 75 apresentava uma inovação: o motor D-10. Com 165 cv de potência, ele ficou conhecido como “o motor de 400.000 km”, que impressionava por sua robustez e resistência. Ele representou a mais recente evolução dos motores de diesel de injeção direta, cerca de 20% a 25% mais econômicos quando comparados ao motor de pré-câmara de combustão.

Scania L 75, o "rei da estrada"

“Robustos, resistentes, com elevada capacidade de carga e baixo consumo de combustível, os Caminhões Scania-Vabis são mundialmente famosos por sua excepcional economia de operação. Também no Brasil, um elevado número das mais importantes empresas utiliza Caminhões Scania-Vabis para transportar carga em menos viagens, com maior segurança e muito menor custo por viagem” (Anúncio publicitário publicado na Revista Quatro Rodas nº 6, 1961).

Com relação às cores, os primeiros L 75 saíram da linha de montagem na cor cinza-claro. A partir de agosto de 1960, o modelo passa a ser pintado de azul e, em abril de 1963, a cor dos caminhões passa a ser o laranja. A cor dos modelos era padrão por um motivo simples: a linha de montagem não tinha capacidade de disponibilizar diferentes opções de cores.

Ficha técnica do L 75:

Motor tipo D-10, 4 tempos diesel com injeção direta
Potência a 2.200 rpm: 165 hp
Torque a 1.200 rpm: 63 kgm
Cilindros: 6
Cilindrada: 10,26 litros
Diâmetro do cilindro: 127 mm
Curso do Pistão: 135 mm
Caixa de câmbio G500, de 5 marchas sincronizadas
Caixa de câmbio auxiliar, também sincronizada, que aumenta a força de tração em 40% e torna as mudanças mais eficientes

Scania L76

Sucessor do L 75, o L 76 é ainda mais potente: 195 hp a 2.200 rpm

Lançado no segundo semestre de 1963, o modelo é o sucessor do L 75. Com melhorias técnicas, o caminhão é ainda mais potente: o motor D-11 proporciona a potência de 195 hp a 2.200 rpm.

Características técnicas L 76

Motor Diesel (D-11) de injeção direta, com potência de 195 hp a 2.200 rpm
Torque de 76 kgm a 1.200 rpm
Cilindragem 11 litros
Diâmetro do cilindro: 127 mm
Curso do pistão: 145 mm

Mas isso não bastava. Era preciso também introduzir alterações para atender às peculiaridades no mercado brasileiro. Por isso, em 1964, a Scania introduziu diversas modificações no modelo L, de maneira a buscar um caminhão ainda mais resistente, com mais durabilidade e melhor adaptado às condições brasileiras.

Assim, foi apresentado o caminhão tipo LS, com dois eixos traseiros: um o motriz (de tração) e outro o eixo morto (de apoio), com capacidade para 15 toneladas. O LS era fabricado nos modelos LS 7638 (caminhão trator) e LS 7650 (caminhão rígido). Um outro modelo, chamado LT, tinha os dois eixos traseiros motrizes. A capacidade do LT era a mesma do LS, mas podia também ser usado para serviço fora de estrada.

Para aumentar a capacidade de carga e aplicações severas, a Scania lançou os modelos LS e LT, com dois eixos traseiros

Em 1968, a Scania trouxe outra novidade: o motor D-11 Super Alimentado, com potência de até 285 hp, até então o mais potente do mercado. Com ele, era possível ter maior velocidade média, 42% a mais de torque e economia de combustível de cerca de 6%.

Para aumentar a capacidade de carga e aplicações severas, a Scania lançou os modelos LS e LT, com dois eixos traseiros

Características L, LS e LT 76 Super
Motor DS-11 (Scania Super Alimentado – maior velocidade média)
Número de cilindros: 6
Diâmetro de cilindro: 127 mm
Curso dos pistões: 145 mm
Potência: 275 hp a 2.200 rpm (DIN)
285 hp a 2.200 rpm (SAE)
Torque máximo: 108 kgm a 1.500 rpm (DIN)
109 kgm a 1.500 rpm (SAE)

Em 1971, os caminhões Scania sofrem uma importante modificação no sistema de freios, que passam a ser em duplo circuito. É introduzido também o freio de estacionamento, que só existia nos chassis dos ônibus. Por conta dessas modificações, a denominação do modelo é alterado de L/ LS/ LT 76 para L/ LS/ LT 110.

Scania L111

Os valentes "jacarés" estão nas rodovias brasileiras até hoje, o que comprova sua alta durabilidade

Lançada em 1976, a série foi aperfeiçoada para melhorar ainda mais o consumo de combustível e a vida útil do motor, tudo isso aliado a mais potência, de 203 cv. O modelo estava disponível em três versões: LS, com dois eixos traseiros, sendo um motriz e outro de apoio, LT, com dois eixos traseiros motrizes, e L, na versão 4×2.

No Brasil, o modelo L 111 conquistou os caminhoneiros. As 9.745 unidades vendidas no País de 1976 a 1981 corresponderam a, praticamente, um terço do total vendido em todos os outros mercados da Scania. O L 111 também respondeu por 57% do total de veículos Scania vendidos no mercado brasileiro durante os seis anos em que foi fabricado.

Ainda hoje, caminhões L 111 na cor laranja circulam pelo País em excelente estado de conservação, atestando a durabilidade do produto e os cuidados especiais que transportadores e caminhoneiros dedicam a esses veículos. Os valentes “Jacarés” são encontrados principalmente em regiões portuárias e nos Estados da região Sul.

O L111 é considerado um caminhão de fácil manutenção, porque a parte mecânica apresenta um funcionamento simples, mesmo porque naquela época não havia inovações tecnológicas como sistemas eletrônicos. A Rede Scania está preparada para realizar a manutenção e reparos do modelo, contando com um sortimento de peças exclusivas com aproximadamente 500 itens exclusivos para o L 111.

Características técnicas L 111

Motor: D-11 03
Potência: 203 cavalos
Torque: 760 Nm
Relação diferencial: 4.71:1
C.M.T. (capacidade máx. de tração): 45 t
Velocidade máxima: 94 km/h
Capacidade eixo dianteiro: 6.000 kg
Capacidade eixo traseiro: 11.000 kg

Fonte: Blog Scania

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Comentários

  1. Pastre disse:

    Sou um apaixonado desde criança por este modelo. Quando menino eu morava na beira da Raposo Tavares (SP 280 Km 91 – Sorocaba-SP)e ficava na beira da estrada só aguardando uma “boca de jacaré” passar.
    No EAA meu caminhão é justamente uma Scania 111 L.
    Brusque gostaria de saber se tem como baixar estas fotos que foram publicadas, e com certeza vou acompanhar os outros artigos futuros da história da Scania, pois me interessa muito!!

  2. Jales disse:

    Olá muito bom esse blog seu, assim como você eu amo caminhões, fui criado praticamente dentro de um chevorlet a gasolina modelo C60 um MB 1513, trabalhei 10 anos de caminhoneiro no momento estou em outro ramo, mas jamais esqueço a estrada mesmo com toda dificuldade, se tivesse condições compraria um FORD CARGO e ganharia a estrada, seria muito bom que a mercedes e todas as montadoras fizessem o histórico de seus modelos, pois fazem parte da histria desse pais.
    uma abraço.

  3. Pastre disse:

    Só uma correção a Raposo Tavares é SP 270; a SP 280 é a Rodovia Castello Branco.
    Me perdoem a gafe.

  4. Lucas Roberto disse:

    o 111 é mto doido
    moro em brusque,perto de itajai
    esses dias passei na rodovia q faz a ligação brusque-itajai e encontrei uns 10 scania 111 carregando container

  5. Mufa Maia disse:

    Eu trabalho em uma industria próximo ao porto do RJ e constantemente temos carregamento de containers e sabe qual dos caminhões da SADA mais param no patio?! O Scania 111!!! Realmente são caminhões que marcaram a história! Excelente matéria Brusque, lá do fundo do baú….rs! Parabéns!

  6. luiz Gonçalves dos Santos disse:

    Gostaria de saber como funciona o sistema de freios do Scania-Vabis importado, ano 1992

  7. Rogers Machado da Silva disse:

    Olá Amigos, sou fã desta maquina e estou restaurando um L75 1960, procuro um catalogo de peças, manual de reparos e manual do proprietário. Se alguem souber de alguma coisa, favor entrar em contato por e.mail: rogersmachado25@gmail.com.br. abraços

  8. ivan disse:

    aqui em minas gerais nós apilidamos essas scanias jacáré !

  9. CESAR disse:

    ACABEI DE ADQUIRIR UNA SCANIA 110 1963 MASSARICO , CONHECIDA COMO JOAO DE BARRO , UMA RELIQUIA, CARNEIRO RIB PRETO

  10. CESAR disse:

    PRA NAO EXITE CAMINHAO MELHOR QUE A SCANIA, E´BOM DEMIS …

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