Teste: Picape Towner




O setor de transporte de carga reconhece que os chineses chegaram para ficar, mesmo porque cresce cada vez mais a oferta de veículos de origem asiática dedicados à coleta e entrega nos grandes centros expandidos. Quem puxar da memória vai se lembrar que os primeiros modelos vindos da China para o Brasil eram feitos exclusivamente para atender a esse segmento de logística.

Agora reformulada e com uma aparência mais moderna, porém, com as mesmas características quando o assunto é acabamento – entenda-se pouco conforto interno –, a picape Towner promete trazer bons ventos para a importadora CN Auto, na verdade, devido a um outro atributo. Quando o tema é economia de combustível, a pequena picape tem muito a oferecer, sobretudo para quem necessita de um veículo para entregas rápidas. Com capacidade para 600 kg de carga, a chinesa amplia o leque de opções ao transportador, e, pelo preço – cerca de R$ 27 900 –, atrai também o pequeno comerciante que precisa de um veículo para entregas.

Vale ressaltar que o novo desenho traz a assinatura de um dos estúdios italianos mais conhecidos da Europa, o Pininfarina.

Apesar do pouco espaço interno e da pouca comodidade – já que os acionamentos dos vidros e das travas de portas são manuais – a cabine espartana atende bem às operações diárias para quem é mais corpulento. No quesito segurança, conta com cinto de três pontos para motorista e acompanhante e a cabine foi desenvolvida no conceito de célula de sobrevivência.

Para agilizar os deslocamentos pelos longos congestionamentos das cidades e garantir menos esforços ao operador, o projeto da Towner otimiza a manobrabilidade, reduzindo os diâmetros de giro. Para saber o que o motor tem a oferecer, avaliamos a picape no tradicional roteiro São Paulo/Peruíbe, onde costumamos fazer os testes com os caminhões. Numa tarde de sexta-feira ensolarada, descemos com o modelo na rota que culminou em 271,4 km. No primeiro trecho – descida da serra – a picape segurou bem em terceira marcha engrenada, sem a necessidade de acionar o freio de serviço. Uma conveniência encontrada nesse modelo é a estabilidade que, impulsionada pelo peso de carga máxima de 500 quilos, segura bem a Towner nas curvas de serra.

Já ao nível do mar, o motor foi bem a 100 km/h, entre 3 300 e 3 400 rpm. A estabilidade nessa velocidade também impressionou, já que se trata de um veículo leve, compacto e de poucas dimensões. A direção mecânica não é das mais leves, mas não traz fadigas ao motorista. Já na subida da serra, o motor de quatro cilindros desse 4×2 deixa um pouco a desejar. Logo no início do trecho, a picape subiu entre terceira e quarta marchas – a 3 000 e 4 000 rpm –, com retomadas bastante precisas. Foi somente um pouco antes da interligação da estrada com a rodovia Anchieta que engatamos a quinta marcha e foi possível se manter com ela até o planalto paulista.

No final da viagem, o modelo consumiu 26,3 litros de gasolina, fazendo uma média de 10,31 km/l. Isso se traduz em um motor amigável para as tarefas diárias nos centros expandidos das grandes metrópoles, cumprindo, assim, o seu papel.

Fonte: Transporte Mundial

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