Um senhor de respeito




A Scania chegou ao Brasil em 1957 e, até maio de 1960, a produção dos caminhões era dividida em duas etapas. A fábrica da montadora no bairro Ipiranga, em São Paulo (SP), produzia os motores a diesel. A montagem dos chassis, porém, cabia à paulistana Vemag, instalada no mesmo bairro. Atendendo a uma exigência do governo federal da época, a Scania assumiu em junho de 1960 a produção completa dos veículos, que passaram a ser fabricados com peças em sua maioria nacionais. O primeiro lote dos 30 primeiros Scania-Vabis L 75 totalmente brasileiros começou a povoar as estradas ainda naquele ano.

Mesmo meio século depois, ainda é possível encontrar pelo menos um deles em atividade: em um ótimo estado de conservação, um Scania-Vabis L 75 roda pelas estradas da região da Serra Gaúcha e pertence ao médico-veterinário Flávio Luiz Wender, de Canela (RS). “Comprei o caminhão em 1998, sou seu terceiro dono. Os primeiros foram os irmãos Miotto, de São Marcos (RS). Eles vieram buscar o caminhão em São Paulo e passaram o Natal de 1960 viajando, quando voltavam para casa”, conta.

Funcionário da secretaria estadual de agricultura e pecuária, Wender fazia uma blitz sanitária na estrada entre Gramado e Canela quando encontrou o veículo dos seus sonhos pela primeira vez. “Quando vi o caminhão, pedi ao guarda que o abordasse. Fiz uma oferta ao motorista, mas o proprietário disse que não tinha interesse. Mesmo assim, entreguei meu cartão. Alguns anos depois, ele me ligou”, conta o veterinário, que cresceu em um posto de gasolina admirando outros L 75 e, por isso, sempre teve o desejo de comprar um deles.

Na época, Wender pagou R$ 12 mil pelo veículo, que estava em péssimas condições de conservação. “Os seis pneus eram diferentes uns dos outros, a quarta marcha não funcionava, o tanque estava amassado e as molas precisavam ser trocadas”, conta. Por isso, o caminhão foi restaurado aos poucos. Ao todo, Wender gastou R$ 30 mil com os reparos, que ainda não terminaram. “De sábado ou domingo, se não estou de plantão ou na minha fazenda, passo o dia inteiro lidando com ele”, afirma.

O caminhão viaja até hoje, fazendo o transporte de madeira, sal mineral, ração, milho e outros insumos até a fazenda da família, localizada em São Francisco de Paula (RS). Por onde passa, o Scania-Vabis L 75 chama a atenção. “Aqui na cidade todo mundo o conhece. Na estrada, as pessoas pedem para tirar fotos com ele”, conta.

Fonte: Blog Scania

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4 comentários em “Um senhor de respeito

  • 17/12/2013 em 02:52
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    CONCORDO COM nightriderlopes.

    E quanto a nós, que amamos veículos antigos? Não poderemos mais curtir nossos veículos? Tenho um Chevette 74 e um 1113 75 que mantenho em perfeitas condições seguindo até hoje as revisões do manual. Não quero veículo mais novo, porque não gosto. Até hoje tem aviões com mas de 50 anos que voam pelo mundo todo desde que estejam com a manutenção em dia. Nem todo mundo quer andar de carro novo. Então vão tirar os cavalos e carroças das ruas também? Onde está a liberdade de escolha? Acho que deve ser cobrado uma manutenção de boa qualidade para todos os veículos, mas privar os amantes de caminhões e carros antigos do direito de circularem é um crime a liberdade individual. Nos Estados Unidos, os veículos são bem mais baratos, mas você pode ver carros e caminhões de todas as idades andando lado a lado, porque lá é o pais da liberdade. Que se faça como na aviação. Controle a manutenção te TODOS os veículos, NOVOS E VELHOS e exija um certificado de aprovação para TODOS. NINGUÉM QUER SUCATA ANDANDO POR AÍ. Mas, que seja respeitada a vontade de cada um. Neste blog mesmo, há exemplos de caminhões antigos que estão em ótimo estado de conservação. O que será destes proprietários que AMAM SEUS CAMINHÕES E CARROS ANTIGOS É QUEREM TER O DIREITO DE ANDAR COM ELES ONDE QUISEREM?
    CONCORDO COM O COMPANHEIRO ACIMA

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  • 12/02/2011 em 10:44
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    lindo caminhão,viu?tem gente que diz que caminhão velho é perigoso!perigoso é botar um motorista sem treinamento no volante de caminhão novo que corre pacas!e saiba que ainda vejo muitos destes trabalhando e eu próprio de vez enquando dirijo um 111 com mecanica 112!

    Resposta
    • 17/12/2013 em 09:44
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      E quanto a nós, que amamos veículos antigos? Não poderemos mais curtir nossos veículos? Tenho um Chevette 74 e um 1113 75 que mantenho em perfeitas condições seguindo até hoje as revisões do manual. Não quero veículo mais novo, porque não gosto. Até hoje tem aviões com mas de 50 anos que voam pelo mundo todo desde que estejam com a manutenção em dia. Nem todo mundo quer andar de carro novo. Então vão tirar os cavalos e carroças das ruas também? Onde está a liberdade de escolha? Acho que deve ser cobrado uma manutenção de boa qualidade para todos os veículos, mas privar os amantes de caminhões e carros antigos do direito de circularem é um crime a liberdade individual. Nos Estados Unidos, os veículos são bem mais baratos, mas você pode ver carros e caminhões de todas as idades andando lado a lado, porque lá é o pais da liberdade. Que se faça como na aviação. Controle a manutenção te TODOS os veículos, NOVOS E VELHOS e exija um certificado de aprovação para TODOS. NINGUÉM QUER SUCATA ANDANDO POR AÍ. Mas, que seja respeitada a vontade de cada um. Neste blog mesmo, há exemplos de caminhões antigos que estão em ótimo estado de conservação. O que será destes proprietários que AMAM SEUS CAMINHÕES E CARROS ANTIGOS É QUEREM TER O DIREITO DE ANDAR COM ELES ONDE QUISEREM?
      CONCORDO COM O COMPANHEIRO ACIMA

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