Buracos atrapalham trânsito na Imigrantes e causam prejuízos aos motoristas




Pelo menos 40 minutos. É isso que os caminhoneiros relatam estar gastando para percorrer os quase 30 quilômetros do trecho entre o Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, ao acesso da BR-364, no Distrito Industrial em Cuiabá. O problema é a quantidade de buracos na rodovia. O Governo do Estado está realizando o serviço de ‘tapa buraco’, mas as obras de restauração só vão começar em abril.

O trecho faz parte da MT-407, a conhecida Rodovia dos Imigrantes, e é o principal desvio para que caminhões e carretas não passem por dentro de Cuiabá. Além de prejudicar o trânsito, os buracos também causam prejuízos nos veículos. De acordo com o dono de uma oficina próximo à rodovia, Ronaldo Camargo, os problemas mais comuns seriam molas ou suspensão quebradas e pneus estourados.

Por causa dos buracos, alguns motoristas preferem evitar a rodovia. É o caso de Odair Martins. “Eu prefiro passar por dentro da cidade. O estado da rodovia está péssimo. É prejuízo na certa”, afirma o motorista de Vilhena (RO), que está com o caminhão parado devido a uma mola quebrada.

Já Odair Silva está com o caminhão parado em uma oficina há cinco dias. “O caminhão que vinha na pista contrária ‘caiu’ em um buraco, e a carreta dele bateu na minha, que acabou quebrada”, conta. Odair saiu de Maringá (PR) com destino a Nova Mutum (269 quilômetros de Cuiabá) e ainda não conseguiu chegar ao destino.

O secretário adjunto de Transporte e Pavimentação Urbana, Alaor de Paula, informou que um serviço de ‘tapa buraco’ já está sendo realizado na Rodovia dos Imigrantes e que ele é contínuo. Alaor informou ainda que as obras de restauração da rodovia devem começar em abril, após o período chuvoso. Segundo o secretário, a obra deve durar cerca de 90 dias e custará R$ 2,3 milhões.

De acordo com Alaor, o projeto de duplicação da MT-407 não faz parte do projeto de restauração. “O Governo do Estado pretende realizar a federalização da Rodovia dos Imigrantes, já que o Estado não tem condições de bancar as obras de duplicação”, concluiu o secretário adjunto.

Fonte: Expresso MT




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