As séries especiais de caminhões




A Mercedes-Benz apresentou no Salão de Hannover de 2010, na Alemanha, a série Black Edition Liner do Mercedes-Benz Actros. A base do caminhão é a mesma do Actros que sai da linha de produção, a diferença fica por conta dos detalhes estéticos e do número de equipamentos oferecidos, além, é claro, do fato de que estará disponível apenas no mercado europeu, com um número limitado de 500 unidades.

Em 2005, na 15ª edição da Fenatran, a Mercedes-Benz apresentou ao mercado brasileiro dois modelos de caminhões que receberam o mesmo nome da edição limitada, apresentada agora em Hannover. Era vez dos modelos Atego 2425 (semipesado) e Axor 2644 (pesado) de receberem, cada um, a série limitada em 15 unidades, com o nome Black Edition. Os principais itens de série dessa edição foram: ar-condicionado, bico de ar de limpeza interna da cabine, vidros verdes, para-sol externo, rodas em alumínio, alarme de ré, defletor de ar no teto, banco do motorista com base pneumática e cintos de segurança integrados ao banco. O modelo Axor 2644 teve também na sua lista o banco de base pneumática para o acompanhante, defletores de ar laterais, beliche, turbo brake, baterias de 170 amperes e geladeira.

Além dos equipamentos, um adesivo Black Edition foi aplicado em diversos elementos, como no defletor de teto e ao lado da identificação do modelo, na porta do caminhão. Houve também inscrições “Mercedes-Benz” no para-sol do Atego e no teto alto do Axor.

De acordo com comunicado da Mercedes, os caminhões 2425 e 2644 da série Black Edition foram totalmente desenvolvidos no Brasil. O projeto teve início em novembro de 2004, quando as áreas de design e de marketing da fabricante começaram a desenvolver produtos exclusivamente voltados às exibições de feiras e eventos. Para comemorar o marco de 1 000 000 de caminhões vendidos no Brasil, desde 1956, a Mercedes-Benz lançou, em 2009, uma série especial limitada do pesado Axor 2544. Na época, Philipp Schiemer, vice-presidente de vendas da Mercedes-Benz do Brasil, afirmou que:

“Esse marco histórico representa uma conquista inédita entre todos os fabricantes de caminhões no país. O expressivo volume de vendas reflete a confiança dos clientes na nossa marca e na qualidade e rentabilidade asseguradas pelos nossos produtos”.

Outra marca que sempre inovou com o lançamento de séries especiais é a Scania. Quando a sueca completou 50 anos de Brasil, em 2007, ela lançou uma série especial denominada Silver Line. A série limitada em apenas 400 unidades foi sucesso de vendas e teve todas as unidades esgotadas. A diferença em relação ao da Mercedes é que o Silver Line, elaborado no cavalo mecânico R 420, oferecia três cores, exclusivas, vermelho-cereja, preto-mágico e azul-mediterrâneo. O que estava prateado e em evidência era o logotipo da marca estampado do lado externo da cabine. Os R 420 aptos a receber a linha Silver Line tinham de estar nas configurações: 4×2 com suspensão a ar ou mola, 6×2 com suspensão a ar ou mola e 6×4 com suspensão à mola.

“O preço da versão Silver Line estava muito abaixo do que seria cobrado se cada item exclusivo fosse adquirido separadamente. Incluímos todos esses opcionais a um custo adicional inferior a R$ 10 000. Normalmente, esse pacote não sairia por menos de R$ 20 000”, declarou Christopher Podgorki, diretor de vendas da Scania na época em que a versão foi lançada em 2007.

Renato Barrios, da revenda multimarcas Carga Pesada, contou à revista Transporte Mundial que as séries especiais são tão vistas nas revendas quando estão à disposição. Porém, ele acrescentou que existem poucas unidades no mercado. Por isso, a procura por uma série especial é quase inexistente. Segundo ele o que vale mesmo é o preço que cada unidade acaba custando na equivalência dos equipamentos. “Ninguém paga a mais ou aceita comprar produto por determinado valor simplesmente por causa da versão especial”. Ele finaliza dizendo que os equipamentos das séries especiais são bem vistos, mas entram na ponta do lápis como qualquer outro pacote de equipamentos.

Maninho Ribeiro, da CarDiesel de Minas Gerais, contou a TM que os modelos de séries especiais têm uma grande procura por parte do consumidor, porém não têm apelo diante de frotistas. Quando a revenda tem séries especiais, a procura é alta por particulares e baixa por frotistas. Outra coisa salientada pelo especialista em vendas de caminhões usados é que o valor dos itens que são de série nas versões limitadas é repassado como se fossem opcionais.

Como grau comparativo, o preço sugerido do modelo R 420 4×2 Silver Line, em sua configuração básica, era de R$ 305 000. Hoje, o mesmo caminhão tem um valor médio de R$ 298 000.

Entre os itens exclusivos das versões especiais da Scania estavam o friso prateado na grade frontal, a plataforma dupla, a iluminação para a quinta roda, calota de aço inoxidável, buzina a ar cromada no teto, retrovisor com ajuste elétrico, hodômetro digital e quebra-sol lateral. Como requinte e conforto a série oferecia banco em couro. Além da série limitada em 400 unidades R 420 Silver Line, a Scania brasileira lançou as séries especiais Jubileum, em 1991, Millenium, em 2000 e Horizontes, em 2001.

Ou seja, a única vantagem dos veículos limitados é a quantidade de equipamentos que trazem de série.

Fonte: Transporte Mundial




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