Balança para não cair




A maior parte das pessoas nem se lembra de que um caminhão, ou mesmo automóvel, tem suspensão. O conforto que ela oferece é tão grande que as pessoas só se dão conta de que elas existem quando estão com algum problema.

A suspensão é um sistema presente em veículos e é responsável por absorver as irregularidades do terreno e manter todas as rodas no chão. Também é responsável pela estabilidade do veículo.

Par cumprir essa função, existe um sistema composto por molas, mecânicas ou pneumáticas, amortecedores e suportes, estes responsáveis por ligar o sistema de suspensão ao chassi. Além dessas peças, ainda encontramos outros itens como eixos, cubos e tambores, freios e barras de reação.

Os modelos mais comuns no mercado brasileiro são do tipo mecânica, onde o elemento elástico são feixes de molas. Também são encontradas suspensões pneumáticas, as quais utilizam molas de ar. Ambas são usadas tanto para cavalo mecânico quanto para carreta. A diferença está em seus componentes estruturais devido à necessidade de serem adequadas ao tipo de chassi, ao veículo e à aplicação.

Suspensão a ar

Diferentemente de uma suspensão mecânica, cuja rigidez vertical é dada pelo feixe de molas a qual é constante ou progressiva, a suspensão pneumática utiliza ar que alimenta as bolsas pneumáticas através de um sistema de válvulas onde faz a dosagem regulando a pressão em função da carga vertical. Com isso, sua rigidez vertical é ajustada de acordo com a carga e desta forma proporciona melhor conforto.

“Devido ao ajuste automático da rigidez vertical em função da carga, os principais benefícios da suspensão pneumática são a redução da vibração transmitida ao veículo e à carga, maior conforto, maior proteção da estrutura do veículo e caixa de carga, menor consumo dos pneus”, explica Valter Vargas, gerente de Engenharia da Suspensys, que fornece suspensão para todas as montadoras, com exceção da Iveco. “Devido ao fato de ser um sistema mais complexo que o mecânico, requer maior rigor nos controles e reparos com a substituição dos itens de desgaste para que a suspensão seja mantida ativa, tendo com isso um custo maior com a manutenção, assim como seu custo inicial com a aquisição. Porém, esse tipo de suspensão oferece menor flexibilidade com relação ao excesso de carga e ao tipo de estrada”.

Apesar de muito resistente, a suspensão, assim como qualquer equipamento automotivo, requer manutenção periódica. Ela é um sistema que conecta o veículo ao solo, portanto, se estiver danificada, o motorista perceberá mudança no comportamento do veículo como desalinhamento, ruído excessivo, desgaste irregular dos pneus entre outros. Devido ao abusivo excesso de carga, alguns componentes como feixes de molas, suportes e eixos podem vir a falhar antes do esperado.

Por isso, é necessário observar atentamente o manual do fabricante, procedendo as revisões solicitadas, bem como respeitar os limites de carga estipulados pela legislação. Normalmente as intervenções de manutenção são realizadas entre 30.000 a 40.000 km na aplicação rodoviária, mas cada fabricante, montadora ou implementadora tem sua orientação em manuais.

E, além das manutenções feitas nas oficinas ou concessionárias, o caminhoneiro também pode ajudar. Ele pode ficar atento ao estado dos pneus e itens de aparência e alertar qualquer anormalidade no comportamento do veículo, assim como respeitar suas limitações.

A oficina deve ser capaz de realizar tudo o recomendado no manual de manutenção em termos de intervenção, como, exemplo, ajustes, regulagens, reparos e troca de qualquer componente do veiculo, assim como orientar o motorista para certas condições de uso.

É importante manter a suspensão sempre em ordem, pois em caso de acidente, dependendo da gravidade, o veículo pode perder a dirigibilidade ou ficar inoperante, tendo que parar. Também pode vir a desprender partes que podem atingir outros veículos, causando um acidente ainda mais grave. Mas tudo isso pode ser evitado se forem seguidas as orientações, feitas as revisões e manutenções, e obediência aos limites de carga.

Quando uma determinada peça da suspensão quebra, a recomendação é a de que seja substituída por outra original, mas há fabricantes de peças de reposição que mantêm os padrões de qualidade da peça original. Geralmente estes fabricantes são fornecedores de fabricantes de veículos.

“Normalmente os clientes possuem Rede de Concessionárias, como exemplo, a Randon, que possui uma concessionárias em todo o Brasil”, afirma Valter Vargas. “A Suspensys também trabalha com algumas oficinas independentes para atingir um número maior de clientes”.

Fonte: Revista Caminhoneiro




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