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Constellation 26-370 coloca Volkswagen no rodotrem

Até o final de 2010, o modelo Volkswagen disponível para tracionar mais peso era o Constellation 19-370 6X2, veículo com cabine espaçosa e confortável que, entre outras aplicações se prestava a tracionar bitrens de sete eixos. Porém, com a resolução 210 do Contran, em vigor desde o dia 01 de janeiro deste ano, a qual obriga que conjuntos bitrens para 57 toneladas de PBTC sejam tracionadas por cavalos-mecânicos traçados, a MAN Latin America – fabricante dos caminhões Volkswagen – se viu obrigada a desenvolver um produto na configuração 6X4 para atender a legislação e continuar atuando no segmento.

Com isso surgiu o Volkswagen 26-370 Tractor 6X4, primeiro cavalo-mecânico traçado da marca, equipado com o motor NGD 370, de 367cv de potência, produzido pela MWM International. É o mesmo propulsor instalado no Constellation 25-370 6X2 e também o mesmo das versões 31-370 6X4 e 19-370 4X2. Trata-se de um motor “valente”, que com seus pouco mais de nove litros surpreende levando-se em conta seu tamanho e o peso que arrasta, embora as caixas de carga do semirreboque estivessem com tonelagem abaixo do peso permitido pela Lei da Balança.

Tal performance se deve à modernidade do motor NGD 370, a começar pelo turbo com o sistema de geometria variável, uma tecnologia que faz a diferença no desempenho do veículo, entre outros detalhes técnicos. Este turbo trabalha atrelado a um sistema de comando eletrônico que varia continuamente o ângulo de abertura de suas palhetas, como se fossem várias turbinas em uma só. Isso ocorre conforme o motor é exigido. E no caso específico do motor do VW Constellation, o turbocompressor Multi Turbo System (MTS), nome dado pela montadora para identificá-lo e diferenciá-lo dos demais, possibilita maior rapidez e eficiência nas respostas do motor aos comandos do motorista. Aliás, o MTS executa também a função de freio motor no escapamento, que utiliza o sistema EGR de recirculação dos gases do escape, além de um freio motor de 360cv de potência, um sistema integrado eletronicamente à turbina, com atuação no cabeçote do motor, que opera em duas fases. Denominado de Dual Power Brake (DPB), proporciona aumento na velocidade média operacional, na potência de frenagem e na velocidade em declives. É uma solução que oferece mais segurança e menos trocas de marchas durante a operação. Em termos de desempenho, o veículo não pode ser comparado a modelos com motores de maior litragem e potência e que executam o mesmo tipo de trabalho, e pelos quais o frotista tem de pagar mais.

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É um caminhão que depois de pouco tempo ao volante o motorista logo aprende a tirar proveito de suas qualidades, porém consciente de que não pode ter problema de carga horária. Ainda em relação ao trem de força, o VW Constellation conta também com uma transmissão reconhecida pelo mercado, a ZF 16S 1685TD, com resfriador de óleo, 16 velocidades sincronizadas à frente e duas à ré, trambulador de duplo H e carcaça de alumínio (que alivia 80 kg) e escalonamento de marchas favorável à aplicação. É uma caixa fácil de trabalhar, com encaixes precisos e suaves das marchas, resultado, em parte, graças ao sistema de engate pneumático, que associado ao pedal da embreagem não exige esforço do pé esquerdo do motorista e torna a condução mais agradável. O conjunto da embreagem segue o padrão para bitrem.O conjunto da suspensão e eixo traseiros incorpora o sistema tanden – do tipo bogie – com feixe de molas parabólicas com três lâminas e amortecedores hidráulicos telescópicos de dupla ação. Como item de série, os eixos contam com bloqueios de diferencial (entre as rodas) e interdiferencial (entre os eixos), cuja combinação dos dois bloqueios assegura tração total nos quatro pontos de contato com o piso. A cabine, também já conhecida dos clientes da marca é espaçosa, arejada e bastante confortável. Assentada sobre quatro amortecedores, sendo os dois traseiros com regulagem, é disponível nas versões estendida e teto alto e ambas vem com o pacote vidros elétricos, ar condicionado de série e banco do motorista com amortecimento pneumático e várias regulagens para melhor adequação ao biótipo do carreteiro. Outro atrativo é que todos os modelos saem da fábrica habilitados por três meses com o Volksnet (rastreamento, monitoramento e gerenciamento de frota em tempo real através da Internet).

Fonte: Revista O Carreteiro





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Comentários

    1. Este motor é bom, desde que não carregue muito peso, se o terreno for acidentado no máximo 42 toneladas, se for plano no máximo 49 toneladas. Usar líquido do radiador original, usar óleo de API de última geração e trocar o óleo na metade do prazo do manual, trocar o filtro de óleo (usar Man ou Fram) na metade do prazo do manual, o diesel precisa ter pouco enxofre… a direção do veículo tem que ser suave, com tudo isto atingi bons 734.453 kms até o dia 18 de julho de 2014…Quero chegar a 800 mil kms…mas o motor está começando a perder rendimento…é um motor sensível…não aguenta tanto quanto os volvo e scânia.