Dirigir em estrada com neblina exige atenção redobrada dos motoristas

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Dirigir na estrada já exige atenção, que precisa ser redobrada quando o cenário muda de repente e o motorista se vê dentro de uma nuvem. Não é força de expressão. Nevoeiro, neblina, cerração. São vários os nomes usados para definir essa massa de ar que se condensa perto da superfície.

Pegamos a estrada com o instrutor de pilotagem Dilson Marçon para tirar algumas dúvidas. “Não tem velocidade adequada, o que você tem que tomar cuidado é saber o quanto que você enxerga, o teu limite vai ser sua visão pro carro da frente, para as condições da estrada, no caso”, explica.

O ideal é manter três segundos de distância do carro da frente. Para calcular, veja o tempo que demora para você chegar até um ponto específico depois que o carro da frente passar por ele. “Uma placa, um remendo no asfalto, eu tenho que ter pelo menos 3 segundos, que é o tempo que eu vou ter para reagir se tiver alguma coisa, de processar, ter uma atitude e o carro corresponder”, alerta o instrutor.

Existem várias tipos de nevoeiro. No outono e no inverno, é comum o nevoeiro de céu claro, que se forma entre a madrugada e as primeiras horas da manhã. Nas zonas costeiras, a montanha e a umidade também favorecem o aparecimento da cerração.

“As regiões mais propícias para formação de nevoeiros no Brasil são regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste. Onde há maior frequência de entrada de frio polar”, afirma o técnico em meteorologia do Centro de Gerenciamento de Emergência da prefeitura de São Paulo, Thomaz Garcia.

A neblina pode se formar em qualquer lugar, desde que tenha pouco vento, muita umidade e queda brusca de temperatura, que condensa a umidade perto do chão. Na Serra do Mar, que liga São Paulo a Baixada Santista, é comum o motorista encontrar uma situação com baixa visibilidade e maior chance de acidente.

“A tensão é maior, os perigos são maiores”, diz um motorista.

“Já vi alguns acidentes na Anchieta, uma moto estava trafegando em baixa velocidade, o caminhão veio e empurrou ela para frente, o cara foi jogado fora e morreu”, conta o motorista Josué Amaro.

A imprudência e a neblina já causaram acidentes graves nas rodovias, muitos envolvendo alguns caminhões e vários carros. Alguns motoristas usam o pisca alerta, o que é perigoso. “O risco de estar andando e acionar o pisca alerta, o carro que vem atrás, o condutor de trás, eu, por exemplo, entenderia que o carro está parado, se ele não está parado, ele está me enganando, então posso fazer alguma ação diferente do que é realmente necessário”, lembra Dilson Marçon.

Esqueça o farol alto. “Se ligar farol alto, tenho a ilusão que vejo mais claro, mais não consigo enxergar direito”, reforça.

Use farol baixo. Se tiver, o farol de neblina. “Esse farol já tem o foco virado pro chão, esse é o farol ideal para usar na neblina, porque ele está iluminando o chão, não a neblina em si. Em uma situação como essa, não se pode parar. Existem alguns casos que a neblina fica forte as pessoas não conseguem distinguir se estão andando nas faixas das pistas ou no acostamento, então, o risco aumenta muito, é muito maior de alguém realmente não te enxergar”, explica o instrutor.

O melhor é procurar um lugar seguro como um posto. “Parei para descansar a mente. O reflexo, não estava bom, parei para descansar um pouco”, explica Josué Amaro.

A dica para quem pega estrada pela manhã é esperar a temperatura subiu um pouco, pois o calor ajuda a dissipar a neblina.

Fonte: Bom Dia Brasil

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