Europa importa trólebus brasileiro




Com o objetivo de transformar a Nova Zelândia o pioneiro no mundo na neutralização das emissões de carbono, Helen Clark, primeira ministra daquele país, investiu R$ 45 milhões em um projeto para mudar o sistema de tração do diesel para elétrico de parte da frota de ônibus da capital Wellington. A empresa escolhida foi a brasileira Eletra, cuja tecnologia está aplicada em 62 unidades atualmente.

Para José Antonio do Nascimento, diretor de comércio internacional da Eletra, as inovações desenvolvidas pela empresa e adquiridas pelo sistema de transporte coletivo de Wellington atendem às solicitações de empresários e gestores, que querem diminuir a poluição, custos e usar de maneira mais eficiente a energia elétrica.

De acordo com a empresa, o primeiro veículo elétrico fabricado no Brasil começou a operar naquele país em 2004. O sucesso da inciativa fez com a cidade ampliasse o número de trólebus em circulação. Além da Nova Zelândia, a Eletra forneceu 25 unidades para a cidade de Rosário, na Argentina.

No Brasil, o sistema é utilizado há anos em 38 veículos elétricos que transitam na Grande São Paulo, no corredor São Mateus-Jabaquara, com extensão de 33 quilômetros, operado pela concessionária Metra. Recentemente, a prefeitura da capital paulista iniciou conversas para retomada de investimento nesse tipo de veículo para circular na metrópole.

Para Nascimento, os veículos fornecidos à Nova Zelândia, além de oferecerem “poluição zero”, são dotados de tecnologia que garante maior performance durante o tráfego.

“Os trólebus da Eletra dispõem de alavancas pneumáticas que impedem o ricocheteamento na rede elétrica, sistema de chaveamento de rede por meio de botão e não mais por aceleração, e também de um conjunto autônomo de baterias que permite que circulem por até três quilômetros desconectados da fiação”, comenta o executivo.

Rio de Janeiro

No início deste mês, a secretaria municipal do Rio de Janeiro anunciou um programa que testará por mais de um ano dez modelos de ônibus híbridos e elétricos de diversos fabricantes, entre eles a Eletra.

De acordo com a secretaria, os modelos serão testados em condições reais de circulação, nos centros urbanos e em linhas de corredores expressos BRT em viagens da linha 123 (Central – Copacabana). Os resultados serão utilizados na elaboração de recomendações para o desenvolvimento do mercado de ônibus híbrido e elétrico na América Latina.

Tal análise contemplará as barreiras para incorporação da tecnologia tanto do ponto de vista de suprimento como de demanda, com objetivo de estimular a produção regional de ônibus híbrido ou elétrico.

Fonte: WebTranspo




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