Proconve P7 é garantido pela indústria

Em 2009, a norma ambiental Proconve P6 (equivalente a Euro 4) não saiu do papel. Temendo o mesmo para a chegada do P7, equivalente a Euro 5, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) reuniu todos os envolvidos com a nova legislação para um debate. Estiveram presentes no primeiro painel de debates, Paulo Macedo, coordenador de resíduos e emissões do IBAMA; Marcos Saltini vice-presidente da Anfavea; Neuto Gonçalves dos Reis, coordenador técnico da NTC&Logística; Márcio Schttino, secretário do verde e meio ambiente/Transportes – São Paulo; Rui de Abrantes, gerente na CETESB e Gilberto Leal, gerente de motores da Mercedes-Benz, para discutir sobre a tecnologia dos motores que irão atender as novas regras.

Por parte das fabricantes, Gilberto Leal deixou bem claro que o sistema já está pronto para entrar em produção e comercialização no Brasil, havendo acréscimo de 8% a 15% nos preços dos veículos Mercedes-Benz para o consumidor final – média que deve ser seguida pelas demais fabricantes. Por outro lado, Neuto Gonçalves esboçou preocupação com os custos repassados aos transportadores e com o andamento da adequação à legislação Proconve P7. “Certamente os custos dos transportadores com a nova tecnologia aumentarão e, consequentemente, isso influenciará no preço do frete”, afirma.

No segundo painel de debates estiveram presentes Sérgio Fontes, consultor de negócios da Petrobras; Allan Kardec, diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis); Achille Liambos Junior, diretor da Yara Brasil (fabricante de Arla 32); Ricardo Hashimoto, diretor de Postos de Rodovia da Fecombustíveis; Cláudio Nélson Abreu, diretor da Abrati (Associação Brasileira da Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros) e Fábio Feldman (consultor ambiental).

O representante da Petrobras abriu a segunda parte das discussões garantindo a entrega do diesel S50 a partir de janeiro de 2012 e S10 em 2013. Os motores com a tecnologia que atende ao Proconve P7 só poderão circular com esses dois tipos de diesel que possui baixo teor de enxofre. Segundo Fontes, dos 14 pólos da empresa, apenas três ainda não estão implementando as ações para atender ao diesel S50.

Outra questão que cerca o novo sistema de tratamento de gases dos caminhões é quanto ao Arla 32, agente redutor de NOx. A mistura química com 32,5% de Ureia chega a reduzir até 60% as emissões de NOx. Achillie Liambos apresentou a empresa companhia Yara do Brasil, uma das maiores fabricantes do agente químico na Europa, com cerca de 40% de participação naquele mercado. De acordo com o diretor da Yara, a fabricante está com muito interesse no Brasil e importará o produto para suprir a demanda dos próximos anos. “O país será o segundo maior consumidor de Arla 32 do mundo”, diz. Achille Liambos explicou ainda que os maiores desafios de produzir Arla 32 é evitar a contaminação do produto. “Ele tem que ser transportado em locais revestidos de aço inoxidável”.
Recentemente a Tirreno, empresa brasileira produtora de óleos industriais, anunciou que também irá concorrer no mercado de comercialização de Arla 32.

Ao fim do debate a maioria dos atores envolvidos no processo de implantação do Proconve P7 demonstraram confiança e garantia de que a partir do dia 1º de janeiro as novas regras estarão valendo e sendo cumprida por todos. “Não vejo indícios de que as normas do Proconve P7 não entrarem em vigor em 2012”, garante Paulo Macedo, do IBAMA.

Fonte: Transporte Mundial

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