Caminhões poderão andar com restos da produção de papéis




Automóveis elétricos ou híbridos, que prometem revolucionar o ambiente, já não são grande novidade para os automobilistas, mas não resolverão a maior parte das emissões de dióxido de carbono no transporte rodoviário. Só que agora, os pesados começam a poder também deixar de depender só do petróleo. E não são meras experiências de laboratório, já estão na estrada.
Durante um período de duas semanas, mais de 90 jornalistas de várias partes do mundo testaram três tipos de caminhão, movidos a combustíveis alternativos. “Queremos mostrar a excelente qualidade destes caminhões. Eles são veículos eficientes que estão a aproximar-nos de uma solução para o transporte sustentável”, garante Lars Mårtensson, Diretor Ambiental da Volvo Trucks.

Não é ficção científica

As vendas de caminhões híbridos diesel/metano arrancou na primavera, enquanto o bio-DME (dimetil éter) – produzido a partir do licor negro, efluente do fabrico da pasta de papel – é um combustível de próxima geração que está atualmente ainda em testes de campo. Para além disso, a marca sueca (agora de capital majoritariamente chinês) apresentou o Volvo FE Hybrid, destinado sobretudo a operações de distribuição urbana e recolha de lixo, isto é, utilizado em troços de paragens e arranques freqüentes.

“Estou muito impressionado. Foi a primeira vez que conduzi um caminhão de 20 toneladas que andou totalmente em silêncio por mais de um quilômetro. É realmente fascinante, nunca tinha experimentado nada parecido”, diz Fabian Schmid da revista suíça Strassentransport.

Muitos espinhos pelo caminho

Apesar do desempenho dos novos caminhões, uma série de problemas permanece ainda por resolver, sobretudo ao nível das redes de abastecimento de combustíveis alternativos, ainda não implementadas, mas também no aumento da capacidade das baterias dos caminhões híbridos.
Por outro lado, a produção de bio-DME, a partir do licor negro, ainda está numa fase experimental e poderá nunca surgir em tão larga escala como o metano, uma vez que depende da capacidade de produção de papel e esta está ligada com o abate de florestas.

“É importante para nós como empresa fazer lobby em nome dos combustíveis alternativos e chegar a soluções que reduzam o impacto dos transportes sobre o clima. Esta é uma questão crucial para o meio ambiente e uma sociedade sustentável “, admite o sueco Lars Mårtensson, ele que responde pelo pelouro do Ambiente.
Recorde-se que a Volvo é uma das maiores produtoras de veículos pesados do mundo, conseqüentemente co-responsável por boa parte da poluição proveniente dos transportes rodoviários.

Fonte: Expresso aeiou




Deixe sua opinião sobre o assunto!