Pesquisa revela rotina de motoristas de caminhão em rodovias de SP

[vodpod id=Video.12031839&w=500&h=400&fv=midiaId%3D1551234%26amp%3BautoStart%3Dfalse%26amp%3Bwidth%3D480%26amp%3Bheight%3D392]Uma pesquisa feita com caminhoneiros nas rodovias Anchieta e Imigrantes mostra que eles trabalham muito e dormem pouco. O resultado mostra os motivos que podem estar por trás dos acidentes diários no sistema que liga a capital à Baixada Santista.

Caminhoneiro há dez anos, Fernando Francisco prepara o café da manhã no fogareiro instalado na própria carroceria do caminhão. É dentro da boleia que os motoristas passam as poucas horas de descanso. “Nós dormimos de quatro a seis, sete horas, não mais que isso”, diz Francisco.

Os caminhoneiros não dormem o suficiente e passam tempo demais dirigindo. É o que mostra uma pesquisa feita pela Ecovias, que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes. Entre os motoristas ouvidos, 31% disseram que dormem menos de seis horas por noite. Mais da metade (58%) trabalha 12 horas por dia ou mais.

Além da jornada excessiva de trabalho, a pesquisa revela alguns hábitos que podem colocar em risco não apenas a vida dos motoristas de caminhão, mas também das outras pessoas que passam pelas rodovias. Por exemplo, 10% dos entrevistados admitiram que já usaram drogas ou outras substâncias químicas para não dormir ao volante.

“Esses riscos estão relacionados aos acidentes. Quando termina o efeito da droga, o motorista apaga e os acidentes acontecem”, diz Fábio Ortega, coordenador da Ecovias.

A cada dia pelo menos cinco caminhoneiros se envolvem em acidentes nas rodovias Anchieta e Imigrantes. Para o presidente do sindicato que representa as empresas de transporte de cargas, Francisco Pelucio, os motoristas precisam descansar mais.

“Precisamos aprovar o regulamento do caminhoneiro, que determina quatro horas de trabalho com uma pausa obrigatória de 30 minutos. Em seguida, mais quatro horas e outra pausa de mais 30 minutos, podendo fazer mais duas horas extras”, afirma Pelucio.

“Viagem boa aquela é que você chega tranquilo”, diz o caminhoneiro Erivaldo Jesus da Silva. Os pesquisadores ouviram 300 caminhoneiros entre abril e maio.

Fonte: SPTV




Um comentário em “Pesquisa revela rotina de motoristas de caminhão em rodovias de SP

  • 16/01/2012 em 18:29
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    Trabalha-se muito porque ganha-se pouco é simples,o caminhoneiro não negocia o frete com o dono da carga, quem faz isso são as transportadoras o frete que você faz por 2.300,00 a transportadora ganha 10.000 ou mais.Ainda impõem horários de “mercadão”se é que vocês me entendem e se chegar atrasado desconta 380,00.ainda tem mais, quando você despacha qualquer objeto para ser transportado você paga uma fração do pedágio,esses valores não são repassados a quem vai fazer a viagem fazendo o caminhoneiro arcar com essa conta…só de pedágio em 2011 eu gastei mais 20.000,00…

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