Real afeta as exportações de veículos




Diferente do que vem ocorrendo no setor de agronegócio, nos últimos meses, as exportações da indústria automobilística nacional têm registrado quedas constantes. De acordo com o último levantamento da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) realizado em maio, houve um recuo de 7,8%, com 44.882 unidades exportadas, na comparação com abril.

Essa realidade fez com que a entidade cobrasse do governo medidas emergenciais a fim de aumentar a competitividade brasileira no mercado internacional, “Temos que encontrar medidas que nos tornem competitivos para exportar mesmo com o real forte”, afirmou Cledorvino Belini, presidente da associação.

Porém, o que acarreta esse baixo desempenho e desde quando? Ao que parece, esse problema não ocorreu em anos anteriores. Em 1997 as exportações alcançaram seu maior nível com a participação da exportação de automóveis se mantendo em aproximadamente 20%, e a de caminhões e ônibus, juntas, em torno de 30%.

Em 2003, as montadoras exportaram 530 mil unidades e em 2005 foram comercializados 897 mil. O agravamento da crise mundial, que teve início em 2008, fez com esse resultado caísse perto da metade em 2009, com a exportação de 475,3 mil veículos. Nesse ano, o comércio exterior para a América Latina caiu 80% e as vendas para os países da União Européia caíram 18%.

No ano passado, com a economia do mundo mais equilibrada, a indústria exportou 765.680, alta de 61,1% com relação ao ano anterior.

Neste ano, a projeção para as exportações é de queda de 6,4% em unidades, para 730 mil veículos, após um bom salto em 2010 sobre o fraco desempenho de 2009. Para que o comércio exterior volte a patamares anteriores, Belini decretou o câmbio como o principal fator.

“Todos estão buscando o seu nicho de mercado e, sem dúvida alguma, a questão passa pelo câmbio. Esperamos que o dólar pare de cair”, ressaltou. Segundo ele, as montadoras instaladas no Brasil representam 23% do PIB (Produto Interno Bruto) industrial, ocupando atualmente a quarta colocação no ranking mundial em vendas, atrás de China, Estados Unidos e Japão. Em produção, o país ocupa o sexto lugar.

O dirigente afirmou que, além do problema do dólar em baixa, faltam às exportações brasileiras ganhos de competitividade. Por isso, de 2010 até 2012, as montadoras e empresas fornecedoras deverão investir US$ 11,2 bilhões, para ampliar o comércio fora do País.

Fonte: iCaminhões

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