Segundo eixo direcional permite carregar mais e melhor




Aumentar significativamente a capacidade de carga dos veículos. Essa é a função principal da instalação do segundo eixo direcional, uma opção cada vez mais requisitada por motoristas autônomos e empresas transportadoras de cargas.

Guilherme Novakowski é diretor comercial da empresa Germani Implementos, a primeira empresa na região a montar o segundo eixo direcional em cavalos mecânicos, uma novidade que a empresa lançou em 2011.

De acordo com ele, a lista de vantagens justifica a boa aceitação do mercado, entre elas a possibilidade dos caminhões transportarem seis toneladas a mais do que os de três eixos.

“Toda transportadora que preza pela economia está testando esta configuração de transporte. Isso porque com ele o veículo passa a apresentar melhor rendimento, oferecendo ainda mais estabilidade, melhor dirigibilidade e distribuição de carga e o fortalecimento dos freios”, explica.

A promessa é que, em até seis meses após a instalação do segundo eixo direcional, o cliente tenha o seu dinheiro investido de volta, graças à maior rentabilidade no transporte. Para facilitar o acesso a esta inovação é possível recorrer a financiamentos.

Essa configuração permite que o transportador de grãos também use o segundo eixo direcional com o seu semirreboque, neste caso, o projeto começa com um cavalo mecânico 8×2 e um semirreboque de três eixos (sem distanciar os eixos), conseguindo atingir um Peso Bruto Total (PBT) de 54,5 toneladas, com um índice de carregamento de 65% de carga líquida, contra 60% de carga líquida em composições do tipo bitrem.

“Lembramos ainda que o cavalo 8×2 não necesita de autorização especial para transporte, tem uma melhor média comprovada na prática, dois pneus a menos rodando e o cavalo trator não precisa ser traçado”, explica Novakowski.

A manutenção é feita com uma avaliação do nível de óleo na caixa de direção, com o periódico engraxamento dos braços de ligação e com a inspeção dos apertos das barras de direção, o restante segue conforme indicação da montadora.

A vida útil desse sistema, levando em consideração as orientações do fabricante, é idêntica a do caminhão. A dica é que o caminhoneiro ou o empresário, antes de submeter seu veículo à instalação do equipamento, verifique a procedência dos serviços prestados pela empresa.

“Ela deve apresentar o engenheiro responsável, ter equipamentos como máquina de solda e sistemas pneumáticos em bom estado, além de um ambiente limpo para o trabalho. Além disso, cada caminhãodeve passar por um projeto, seguindo uma geometria específica para que não exista desgaste prematuro dos pneus”, afirma.

Fonte: O Diário

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