Uma década de Caio Induscar




No ano em que completa 10 anos da compra da massa falida da Caio, a Induscar anuncia investimentos de R$ 18 milhões em 2011 em seu complexo industrial de Botucatu, SP, como parte do plano de ampliação iniciado em 2008. Deste total, R$ 10 milhões são para ampliação física dos prédios fabris, que hoje representam 159 mil m2 de uma área total de 571 mil m2. Os R$ 8 milhões restantes serão aplicados em máquinas, equipamentos e ferramentais.

Maurício Lourenço da Cunha, diretor industrial, ressalta que desde 2008 os investimentos na empresa somam cerca de R$ 30 milhões, sempre aplicados na ampliação da produção. A empresa, que hoje produz cerca de 33 carroçarias por dia em dois turnos – ou 960 por mês, em média –, estima ampliar este índice para 48 por dia com os mesmos turnos. Em média, a empresa produz 960 ônibus por mês.

“Reduzimos o ritmo das ampliações em 2009 por conta da crise. Retomamos em 2010 e esperamos concluí-las até o fim deste ano. Com esta ampliação, ganharemos fôlego para atender a demanda.”

Atualmente a Caio Induscar registra uma participação de até 30% do mercado nacional de ônibus, sendo líder no segmento urbano, com 50%. Para Cunha a estratégia para crescer no segmento rodoviário, hoje dominado em 70% pela Marcopolo, está na diversidade da linha de produtos.

“No início deste ano lançamos uma linha para fretamento de curtas e longas distâncias e, em 2012, teremos um novo produto resultante da evolução das linhas rodoviárias Solar e Giro.”

Favas contadas

Em relação às perspectivas para o mercado interno, o diretor aposta em crescimento dos dois segmentos, mas em proporções distintas. Cunha acha que o segmento rodoviário crescerá mais que o urbano devido ao impulso resultante da maior atividade econômica nos anos que precedem os eventos esportivos como Copa do Mundo e Olimpíadas. Os dois acontecimentos, em sua opinião, irão provocar uma prevista mudança de mix nas compras de ônibus urbanos pelas empresas responsáveis pelo sistema em cidades-sede.

“Haverá substituição de modelos simples pelos articulados e bi-articulados para atender parte do sistema de transporte urbano de algumas cidades, como o BRT.”

O executivo acredita na manutenção do crescimento do mercado interno de ônibus, que registrou aumento de 60% em quatro anos até 2010, impulsionado pelo Finame PSI, que vigora até dezembro deste ano.

Atualmente a engenharia da Caio Induscar está envolvida diretamente com os fabricantes de chassis em função das mudanças necessárias para que o segmento possa atender às normas do Proconve 7, equivalente à Euro 5, a partir de janeiro de 2012. Cunha revela que a empresa iniciará nas próximas semanas trabalho para agilizar as homologações das mudanças nas carroçarias, que envolvem diferentes alterações dependendo do tamanho e posição do motor no chassi.

“Nossa maior preocupação é com a velocidade de liberação, porque dependemos disso para iniciar a produção das carrocerias para cada tipo de chassi, que devem estar prontas em janeiro.”

Os chassis remanescentes da norma Euro 3, que poderão ser fabricados até 31 de dezembro deste ano, devem ser encarroçados, e vendidos, até 31 de março de 2012. Cunha mostra certa preocupação com o que poderá eventualmente ocorrer com esses ônibus:

“Se os ônibus Euro 3 encalharem no Brasil, a única saída será enviá-los para outros países que ainda aceitem a norma em mercados da América Latina, como El Salvador e Equador”.

Fonte: Transpodata

Inscreva-se




Deixe sua opinião sobre o assunto!