Uma história escrita com um caminhão




Claudenir Casaroto, 35 anos, tem uma vida inteira na cabine de um caminhão. Ele chegou em Maringá em 1995, então com 18 anos, vindo da cidade de Cruzeiro do sul, onde morava com os pais. Nas próprias palavras ele veio parar na cidade “só com uma mochila”. O primeiro emprego de Claudenir foi em um lava-jato e logo ele já começou a trabalhar com carga.

Foi transportar bebidas para uma distribuidora na cidade. “Comprei junto com o meu irmão, uma caminhonete e a gente foi crescendo com as entregas” até o ponto em que consegui comprar o primeiro caminhão. Ao longo destes anos, Claudenir aproveitou o aquecimento do mercado e investiu em caminhões, hoje ele tem dois caminhões transportando todo tipo de cargas em todo o estado do Paraná e em São Paulo e um fazendo serviços de cargas na cidade.

Conhecedor das estradas, Claudenir sabe quais as dificuldades que os caminhoneiros enfrentam no dia a dia da profissão. A vida na estrada e a distância da família é uma coisa que o caminhoneiro já sabe lidar. Ele faz as viagens no que chama de ‘bate-volta’, pra não ter de passar muito tempo sem ver a esposa e as filhas.

Outra dificuldade é em relação aos acidentes nas rodovias, que uma vez ou outra Claudenir se depara. “Eu já prestei socorro para um colega na estrada, cheguei antes da ambulância e ajudei os médicos também, foi um choque danado. Uma hora e quarenta minutos para tirar o motorista e os dois ajudantes das ferragens”. O próprio Claudenir sofreu um acidente há quase dois meses. “O caminhão parou na faixa de passagem livre no pedágio, na minha frente, e eu não venci para frear o meu caminhão. Foi um grande susto, uma cena que a gente nunca espera acontecer” conta Claudenir.

Outra queixa de quem ganha a vida nas rodovias pelo país, é o preço alto que os caminhões pagam nos pedágios. Nas idas e vindas de Claudenir, só de pedágio, ele tem um custo fixo de R$ 5 mil mensais. “Eu não reclamo do serviço que as concessionárias de pedágio oferecem, eles são eficientes, mas eu não acho justa a cobrança para o caminhoneiro, tem pedágio que custa R$ 40,00, é muito caro, um absurdo. Em uma viajem daqui a Curitiba, você gasta com pedágio a metade do valor gasto com combustível” reclama o caminhoneiro.

Mesmo com as dificuldades que a profissão de caminhoneiro enfrenta, para Claudenir, foi a escolha certa da vida dele. “É do caminhão que eu tiro o sustento da minha família, eu não troco a minha profissão” afirma Claudenir, que não continha o entusiasmo em esperar pela entrega do caminhão zero quilometro que ele acabará de comprar. “O primeiro veículo que eu comprei zero, não foi um veículo, foi uma bicicleta e eu falei para o meu pai, que um dia eu iria tirar um caminhão novo pra mim, esse já é o terceiro que eu compro” diz Claudenir, cheio de orgulho do novo instrumento de trabalho.

Fonte: HNews




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