Veículos pesados lideram empréstimos da Finame




Os empréstimos para compra de ônibus e caminhões sustentaram, até junho, os desembolsos da Finame, linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para renovação de máquinas e equipamentos. De acordo com o banco, a estimativa é de que a Finame tenha fechado o primeiro semestre de 2011 com desembolsos entre R$ 25,5 bilhões e R$ 26 bilhões. Os dados oficiais ainda não foram divulgados, porém assim que confirmados os números devem ficar entre 1,5% e 3,5% em relação aos R$ 25,1 bilhões desembolsados pela linha de crédito no mesmo período do ano passado.

Segundo estimativas, o segmento de transportes, incluindo ônibus, caminhões, aviões e outros equipamentos como vagões rodoviários, ganhou espaço nos desembolsos. Eles somaram cerca de R$ 15,5 bilhões no primeiro semestre, alta de 9% em relação ao primeiro semestre de 2010, com isso a participação que era de 56% passou para 61% do total. Os números oficiais, de janeiro a maio, indicam que os empréstimos para transportes atingiram valor de R$ 12,4 bilhões, alta de 11% quando comparado aos cinco primeiros meses do ano passado. Nos caminhões, os desembolsos totalizaram R$ 9,8 bilhões, com aumento de 7% sobre janeiro a maio de 2010.

Para Cláudio Bernardo Guimarães de Moraes, superintendente da área de operações indiretas do BNDES, o crescimento na demanda por caminhões registrada no primeiro semestre pode se relacionar com a entrada, em 2012, do Euro 5, norma sobre emissões de poluentes que deve aumentar os preços dos caminhões entre 5% e 10%. Haveria, portanto, uma antecipação de investimentos nesse setor. Em cinco meses de 2011, só houve crescimento nos desembolsos para compra de caminhões entre as microempresas. De janeiro a maio, o desembolso para as micros comprarem caminhões somou R$ 3,64 bilhões, com alta de 24% sobre igual período do ano passado. Nos demais segmentos, houve queda no mesmo período para pessoa física (1%), média empresa (2%) e grandes empresas (1%), e estabilidade nos repasses para pequenas empresas.

O desempenho no financiamento para caminhões foi diferenciado dentro da Finame. Enquanto na Finame tradicional, o desembolso para pessoas físicas e microempresas comprarem caminhões subiu 76% de janeiro a maio, as aprovações dentro do Pró-Caminhoneiro, programa com taxas de juros fixas para caminhoneiros autônomos, caiu 79%. O programa registrou forte desaceleração como resultado do aumento da taxa de juros, que subiu de 4,5% para 7%.

Fonte: Portal O Carreteiro




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