Caminhões e ônibus se arrumam de todas as maneiras




Não é só o mercado de automóveis que vai de vento em popa no Brasil. Sem fazer alarde, o segmento de caminhões e ônibus brasileiro ganha cada vez mais destaque no cenário internacional. Para transportar os produtos e matérias-primas da sétima economia do mundo, o Brasil já tem o quinto maior mercado de caminhões e o quarto de ônibus do planeta. Este sucesso do setor pode ser explicado pelo crescimento econômico brasileiro e por alguns incentivos do governo. Como o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) e o projeto Procaminhoneiro, que financia a aquisição de caminhões a autônomos e microempresários a juros de 4,5% ao ano.

Enquanto cada vez mais caminhões ganham as estradas brasileiras, despertam a curiosidade os diversos tipos de modelos, seus tamanhos e suas capacidades. No Brasil, o Conselho Nacional de Trânsito (Contram) limita o peso máximo pelos eixos destes veículos. Esta limitação busca preservar o asfalto das rodovias, já que quanto maior o peso nos eixos, naturalmente maior será a degradação do asfalto. Por isso, para levar diversas toneladas, os caminhões precisam de um número maior de eixos, ou simplesmente precisam ter mais rodas para distribuir o peso.

Daí surgirem diversos modelos para diferentes usos. Nas cidades, os mais comuns são os chamados Veículos Urbanos de Carga (VUC), ou semileves, mais maleáveis e capazes de circular em ruas mais estreitas. Eles têm capacidade para cargas de apenas 3,5 toneladas. Há ainda os chamados leves, que têm capacidade de carga máxima entre 6 e 10 toneladas. O caminhão semi-pesado, com eixo simples na carroceria, pode carregar até 15 toneladas e tem comprimento máximo de 14 metros. E, no topo da “família”, estão os pesados, com eixo duplo na carroceria, e força para carregar até 23 toneladas, com um comprimento de até 14 metros.

Muito comuns nas estradas, os caminhões do tipo cavalo mecânico ­ também chamados de extra-pesados ­ contam com eixo simples, ou seja, com apenas 2 rodas de tração. Os maiores caminhões rodoviários de maior porte são as enormes carretas bitrem ou treminhão, que possuem 7 eixos e transportam até 57 toneladas. E, finalmente, os rodotrens, veículos com 9 eixos e capacidade para até 74 toneladas. Para rodar, estes brontossauros sobre rodas devem ter um trajeto pré-definido e uma Autorização Especial de Trânsito ­ AET.

Com os ônibus a história é similar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os ônibus são veículos de transporte coletivo com capacidade para mais de 20 passageiros. Estes modelos são divididos em seis categorias. Já os ônibus micro, mini e midi levam entre 10 e 20 pessoas, destinados quase sempre para rodar dentro das cidades, possuem uma ou duas portas e se diferenciam entre si pela largura do corredor ­ Mini 2,2 metros, Micro 2,4 metros e Midi 2,5 metros.

Entre os modelos maiores, os ônibus urbanos ­ comprimento máximo de 13,2 metros ­ possuem duas ou mais portas para embarque/desembarque, corredor interno mais largo, bancos não-reclináveis e, em alguns casos, salão de passageiros. Os intermunicipais ­ comprimento máximo de 12,5 metros ­, usado em linhas que entre municípios dentro do mesmo Estado, possuem uma porta de embarque/desembarque e poltronas reclináveis. Já os ônibus rodoviários ­ comprimento entre 12,5 metros e 14 metros ­, para transporte intermunicipal, interestadual, internacional, turismo ou fretamento, possuem uma ou duas portas, poltronas com vários estágios de reclinação, um ou dois pisos e, opcionalmente, acessórios como TV, geladeira, DVD, ar-condicionado, entre outros. Soluções para garantir conforto às pessoas que vão encarar horas, e às vezes dias, de viagem.

Segmentos de caminhões

– Veículo Urbano de Carga (VUC) ou caminhões semi-leves: próprios para rodar em cidades, têm largura máxima de 2,2 metros e comprimento máximo de 6,3 metros. A capacidade de carga máxima é de 3,5 toneladas.

– Caminhão leves: capacidade de carga máxima entre 6 e 10 toneladas.

– Caminhões semi-pesados: eixo simples na carroceria, peso bruto máximo de 15 toneladas e capacidade de carga de até 6 toneladas. O comprimento máximo da carroceria é de 14 metros.

– Caminhões pesados: eixo duplo na carroceria ­ um dos eixos traseiros é responsável pela tração ­, capacidade de carga até 15 toneladas e peso bruto máximo de 23 toneladas. Pode ter até 14 metros, como o semi-pesado.

– Cavalo mecânico ou caminhão extra-pesado: eixo simples ­ apenas 2 rodas de tração ­, pode ser usado com vários tipos de semi-reboques dependendo da carga a ser usada.

– Cavalo mecânico trucado: eixo duplo no cavalo mecânico.

– Carreta 2 eixos: tanto o cavalo mecânico quanto o semi-reboque tem 2 eixos cada. O máximo comprimento é de 18,15 metros e o peso bruto máximo é de 33 toneladas.

– Carreta 3 eixos: usa um cavalo mecânico com 2 eixos e um semi-reboque com 3 eixos. O comprimento é o mesmo da carreta de 2 eixos, mas o peso bruto máximo é de 41,5 toneladas.

– Carreta cavalo trucado: usa um cavalo mecânico trucado (3 eixos) e um semi-reboque também com 3 eixos. O comprimento máximo é de 18,15 metros e o peso bruto máximo é de 45 toneladas.

– Bitrem ou treminhão: tem 7 eixos e o peso bruto máximo é de 57 toneladas. Nestes bitrem, o semi-reboque pode ser tracionado por um cavalo mecânico trucado.

– Rodotrem: dois semi-reboques com capacidade para até 74 toneladas, 9 eixos ligados entre si por um veículo intermediário. Tracionado por cavalo mecânico trucado.

Segmentos de ônibus

– Mini: largura máxima 2,2 metros.

– Micro: largura máxima 2,4 metros.

– Midi: largura máxima 2,5 metros.

– Urbano: largura máxima 2,5 metros e comprimento entre 11 metros e 13,2 metros.

– Intermunicipal: largura máxima 2,55 metros e comprimento máximo de 12,5 metros.

– Rodoviário: largura máxima 2,6 metros, comprimento mínimo 12,5 metros e máximo de 14 metros.

Fonte: AutoPress

Inscreva-se




Deixe sua opinião sobre o assunto!