Molas Germani, de Maringá, começou a produção do bitrem-vanderléia




A empresa Molas Germani, de Maringá (PR), acaba de concluir seu primeiro bitrem-vanderleia. Trata-se de uma Combinação de Veículos de Carga (CVC) formada por um cavalo três eixos mais duas carretas com dois eixos distanciados cada, num comprimento total de 19,80 metros. Com isso, teoricamente, o veículo pode ter um peso bruto total combinado (PBTC) de 63 toneladas, seis tonelada a mais que o bitrem convencional, cujo PBTC é de 57 toneladas.

“Nossa expectativa é grande. Não conheço ninguém que tenha fabricado uma composição desta. A legislação permite que ela rode sem necessidade de AET (Autorização Especial de Trânsito)”, afirma Guilherme Novakowski, diretor comercial da Germani. Segundo ele, no entanto, é preciso testar o equipamento para ver como será sua performance. Uma das principais preocupações é com o arraste, sempre maior nos eixos distanciados. “Acredito que o arraste não será maior que o da vanderleia”, afirma. As carretas têm eixos convencionais. “Por serem apenas dois eixos, acho que não tem necessidade de eixo direcional. Mas ainda estamos em fase de teste. Se for o caso, a gente coloca o direcional”, explica.

O diretor informa que a estimativa de custo para a transformação de um bitrem com eixos em tandem para eixos distanciados é de R$ 15 mil.

Cautela

O engenheiro mecânico Rubem Melo, da Transtech (especializada em inspeção veicular), de Curitiba, afirma que o bitrem-vanderleia deve ser encarado com cautela. Ele diz que já viu configurações do tipo rodando pelas estradas, mas que elas não estão previstas na portaria 63/09 do Denatran, que homologa os veículos e as combinações de veículos de transporte de carga e de passageiros.

“Eu particularmente não gosto dos eixos distanciados porque têm um desgaste maior de pneus. Mas é preciso testar esse modelo. O correto é que o fabricante peça ao Contran sua autorização”, aconselha. O engenheiro ressalta também que, mesmo que já estivesse homologada, a combinação precisaria de AET, já que ultrapassa o PBTC de 57 toneladas.

A próxima edição da Revista Carga Pesada, que circula no início de setembro, vai trazer uma reportagem especial sobre as alterações no mercado de implementos motivadas pela exigência de cavalo 6×4 para tracionarem bitrens, que entrou em vigor neste ano.

Fonte: Carga Pesada

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