Montadoras querem juros mais baixos para vender caminhões P7




Com receio de que as vendas de caminhões caiam bruscamente no próximo ano, por conta da elevação de preços entre 8 e 20% – valor investido em tecnologia para atender as novas normas ambientais brasileiras -, o setor industrial está negociando com o BNDES redução nas taxas de juros nas linhas de financiamento. Na visão da indústria, a oferta de taxas de juros menores poderia atenuar a queda nas vendas prevista para 2012, que deverá ser motivada pela antecipação de compras em 2011.

A ideia é reduzir o custo do financiamento de forma que o valor das prestações de um caminhão que atenda as normas do Proconve P7, por meio do Finame, seja equivalente à paga hoje num caminhão.

Uma fonte do governo diz que as maiores chances de redução nos juros do BNDES estariam no segmento de micro, pequenas e médias empresas, uma vez que os grandes frotistas têm maior capacidade financeira e já teriam antecipado muitas compras. Outra frente pleiteada pela indústria é desonerar impostos de componentes. Essa redução tributária envolveria o Imposto de Importação das peças importadas que compõem o sistema do Proconve.

Antecipação da compra

Por conta de uma possível antecipação na compra dos caminhões, o setor se prepara para continuar em ritmo acelerado no último quadrimestre – que antecede a mudança na legislação -, com a perspectiva, inclusive, de cancelar as tradicionais folgas de Natal. “Estamos produzindo na capacidade máxima”, diz o diretor da Volvo, Bernardo Fedalto.

Segundo o presidente da MAN Latin America, Roberto Cortes, de janeiro a julho a empresa registrou aumento de vendas de 22,7% em caminhões em relação a igual período do ano passado. Para ele, desse crescimento entre oito e dez pontos percentuais se relacionaram à antecipação de compras.

Na Ford, nos primeiros sete meses o crescimento chegou a 12% em comparação com o mesmo período de 2010, segundo Marcel Bueno, supervisor de marketing e vendas. Ele prevê que em 2012 o mercado poderá encolher entre 10% e 15%.

Fonte: O Carreteiro

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