Cummins vê oportunidade com novas medidas do governo




Durante a apresentação da nova família Euro 5 da Cummins Luis Pasquotto, presidente para América Latina, afirmou que as medidas do novo regime automotivo poderão gerar novas oportunidades de negócio para a empresa no País.

“Ainda estamos em estudo, mas acredito que em longo prazo as novas medidas anunciadas pelo governo deverão acelerar a nacionalização de fabricantes chinesas de caminhões. E a vinda dessas montadoras é mais uma oportunidade de negócio.”

A empresa divulgara anteriormente fornecimento de motores Euro 5 ISL 8.9 e o ISF 3.8 para a Foton, fabricante chinesa de caminhões que programou presença na Fenatran, de 24 a 28 de outubro, em São Paulo. No mesmo evento a Cummins lançará sua nova gama de motores Euro 5.

Pasquotto afirmou que desde o início do desenvolvimento da linha Euro 5 para o Brasil, em 2007, os investimentos superaram US$ 100 milhões. A Cummins, de acordo com o executivo, manterá fornecimento para Agrale, Ford e MAN Latin America. No entanto, ainda não há programação de produção definida para os novos propulsores.

Para a nova família Euro 5 – sete motores eletrônicos, quatro inéditos no mercado brasileiro –, a Cummins adotou o sistema SCR. Os motores contemplam faixa de potência que varia de 128 cv a 440 cv para equipar picapes, ônibus e caminhões leves e pesados. A linha é composta pelos modelos ISF 2.8, ISF 3.8, ISB 4.5, ISB 6.7, ISL 8.9, ISL 8.9 a gás e ISM 11.

De todos os motores da nova linha, o ISF, de aplicação em comerciais leves, é o único importado. Virá pré-montado da China. Com montagem final em Guarulhos, SP. Segundo Pasquotto a importação deste novo motor alterará o índice de nacionalização de seus produtos, hoje em 80%, mas o valor final “não ficará menor que 65%”.

O executivo salienta que “a intenção no futuro é chegar a 100% de nacionalização deste motor, mas dependeremos da demanda e competitividade brasileira”.

Para o ano que vem Pasquotto projeta queda de 8% a 15% no mercado de caminhões. O mercado voltará a crescer no ano seguinte impulsionado pelas mudanças de infraestrutura anunciadas pelo PAC, pré-sal e as obras de preparação para Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, crê.

Fonte: Autodata

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