Franceses que percorrem o mundo de caminhão estão em Natal – RN




Michel Fabre, 68 anos e Geraldo Schell, 65, são dois franceses que, depois de aposentados, resolveram soltar o espírito aventureiro que tinham desde a infância e, resolveram, conhecer o mundo. “Somos dois jovens aposentados”, chegou a dizer Schell, que é da cidade de Grenoble e só há um ano juntou-se ao amigo, que em dez anos, já percorreu mais de 50 países.

Os dois não precisaram de nenhum patrocínio, a viagem é custeada com as economias pessoais. Fabre trabalhava com seguros e Schell tinha uma empresa de radiocomunicação. Com a ajuda de um intérprete, Frabe, que é da cidade de Crest, disse que “a viagem pela América do Sul é mais barata do que o que gasta para viver na França”.

O caminhão Mercedez Benz, de fabricação alemã e modelo Unimog 1550 L, tem um tanque de combustível para 600 litros de óleo diesel e autonomia para percorrer 1.400 quilômetros. Na Bolívia e na Argentina, o combustível é bem mais barato que no Brasil, onde o litro de óleo diesel, que custa R$ 1,99 em média, ainda assim, o óleo brasileiro custa bem menos que na Europa, onde se cobra um euro ou R$ 3,59 pelo litro do diesel.

Nenhum dos dois pensa em escrever um livro ou fazer algum documentário. O que registram é para mostrar a família, como esposas e filhos, todos já encaminhados na vida, “que se sentem orgulhosos” pelo fato de os dois, sozinhos, terem resolvido empreender viagem pelo mundo.

Com um smartphone nas mãos Schell mostrava um correio eletrônico, passado pela esposa, que ficou na França, avisando que o filho “tinha chegado em casa para passar o fim de semana com ela”.

A impressão que Fabre tem por onde andou, é que na América do Sul, por exemplo, “o estrangeiro é bem melhor tratado do que os estrangeiros que visitam a Europa”.

Fabre e Schell desembarcaram em julho no continente, depois de quatro semanas em viagem de navio, trazendo o caminhão. Entraram pela Argentina e subiram pelo sul do Brasil até o Rio de Janeiro, onde conheceu e, por intermédio de um contado da Fundação Rampa, souberam da peripécias dos aviadores franceses Saint Exuperry e Jean Mermoz por Natal, na segunda metade do século XX.

Michel Fabre disse que leu muito Saint Exuperry durante a infância, daí o sonho de conhecer o mundo, que só foi possível concretizar depois de aposentado: “Não tinha tempo trabalhando”.

Fonte: Tribuna do Norte

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