Teste – Scania P270




Como tem acontecido com muitos elementos e componentes que compõem o caminhão, a cabine passa por evolução tamanha que em alguns casos nem é possível fazer comparações de habitáculo pelo tipo de segmento. O nível de sofisticação chegou inclusive aos caminhões menores. E a desbravadora desse feito que parece se tornar tendência é a Scania, que sempre apostou no mesmo DNA para todos os caminhões que produz, independentemente do perfil: rodoviário, fora de estrada, cavalo-mecânico, rígido, pesado ou semipesado.

Nessa avaliação rodamos com o menor veículo da marca que recentemente foi lançado no mercado, o semipesado P 270. Ele chama atenção pelo seu rico acabamento e o alto nível de sofisticação, não deixando nada a desejar em relação aos seus irmãos R ou R Highline — leia-se top de linha da marca.

Essa novidade pode ser um bom argumento de venda do produto pela Scania e uma ótima solução para o transportador que preza pelo conforto e bem-estar dos seus motoristas. Vale ressaltar que, apesar de o caminhão ter sido lançado há cerca de dois meses, ele está no portfólio da marca já faz algum tempo, porém, antes era produzido apenas por encomenda. O caso é que a procura pelo modelo foi aumentando em razão do preço mais acessível, a partir de R$200000, e por reunir características muito parecidas às dos caminhões rodoviários.

Para se ter uma ideia, o modelo possui suspensão pneumática na parte traseira e quatro pontos de amortecimento, inédito no segmento de semipesado, isso gera conforto parecido aos dos cavalos mecânicos e o veículo absorve melhor os impactos da pista, preservando cargas mais sensíveis como linha branca e eletroeletrônico. Com essa suspensão, é possível que o motorista acompanhe pelo computador de bordo a quantidade de peso que o caminhão está carregando em cada eixo, podendo distribuir a carga, caso ela não esteja de acordo, acionando apenas um controle, localizado próximo ao banco do motorista, que vai alterando a altura do chassi e se encarrega de conduzira carga no local certo. A tecnologia agrada quem atua com tanques — pois a suspensão pode ser rebaixada num nível em que é possível escoar todo o líquido do implemento —, além de atender bem as operações em docas pois o caminhão pode se ajustar em vários níveis.Transitar dentro da cabine acaba sendo um pouco difícil devido ao túnel do motor, porém, a Scania reforça que isso acontece devido às dimensões do veículo, o menor produzido por ela, razão pela qual a fabricante pensou em detalhes que podem ser um facilitador para o motorista, como, por exemplo, a alavanca do câmbio que é escamoteável, permitindo assim o transito entre a estação de trabalho para a de descanso sem muito infortúnio.

A área de descanso da versão leito possui colchão com espuma de alta densidade e ergonomia de sobra e isso vale também para os bancos, na estação de trabalho. O assento do motorista possui diversos níveis de regulagens: altura e profundidade e agrega a suspensão pneumática.

O trem de força é outro ponto positivo do caminhão. O motor é o DC9 11, de 9 litros, que entrega 270cv a 1900 rpm e torque de 127 mkgf de 1100 a 1400 rpm. E ele trabalha em conjunto com o câmbio mecânico GR 801 de 8 marchas. Isso na prática se traduz em retomadas rápidas e numa ampla faixa verde de giro que vai a 1 500 rpm. Por ser um veículo menor, propositalmente começamos a nossa avaliação de forma um pouco diferente: rodamos parte do trajeto dentro da cidade, em Diadema, no ABC paulista.

No trecho mais íngreme da Avenida Piraporinha, o P 270 em 4ª marcha não passou de 900 giros, mas, quando o DG solicitou uma marcha maior, rapidamente o instrutor técnico da Scania, Rogério Matheus, passou para 5ª e o torque acompanhou o mesmo ritmo, 1300rpm, e em fração de segundos o caminhão recuperou fôlego e seguiu viagem. Por isso para quem precisa de agilidade e força e ainda pode atuar nos centros expandidos, o Scania P270 é uma boa solução. Ainda deve-se ressaltar que, mesmo em trechos urbanos, o motorista consegue intercalar as marchas caso haja necessidade. Por exemplo, de 1ª para 3ª e seguindo para 5ª, seu torque não passa dos 1300rpm e numa agilidade que impressiona. Na rodovia ele ainda mostra mais desenvoltura e mais economia, obviamente. Entre 6ª e 7ª, acredite, o pequeno notável não passa dos 1100 rpm — nesse trecho da rodovia dos Imigrantes, o computador de bordo mostrava que o caminhão estava consumindo 2,8 km/l. Achou muito? Pois imagine que, no plano, recuperando velocidade a 80 km/h em 8ª marcha, ou seja, em velocidade de cruzeiro, o mostrador deu uma ótima notícia; a 1300rpm o P fez média de automóvel de passeio, 7 km/l. E, por falar em automóvel, as trocas de marchas do GR 801 são sincronizadas e macias e a sensação que se tem é de segurança, pois toda a sua arquitetura remete a um carro de passeio, mas de grandes dimensões. Não se percebe nem o peso da carga no implemento, que transportava 21850 quilos. Nessa composição 6×2, o P270 tem PBT (Peso Bruto Total) de 23000 quilos. A Scania dispõe do P270 na versão 4×2.

Ainda sobre o câmbio, ele dispensa reduzidas devido ao perfil de aplicação — atende a atividades com carga volumétrica — e ao torque de 127mkgf, entre os maiores da categoria.

O modelo que a Scania emprestou para esta avaliação possui alguns itens que fazem a diferença no dia a dia do motorista, como ar-condicionado e vidro elétrico do lado do motorista, ambos itens opcionais. Há também a opção com cabine leito (a avaliada) em que há bastante espaço a bordo e a versão com cabine simples, e, nesse caso, a Scania oferece um banco duplo.

Standard, o caminhão equipa teto alto com cabine leito, mas se a opção for cabine simples, o teto acoplado é o mais baixo.

O P270 é uma alternativa para o transporte com baú, carga seca e tanque em operações de curtas a médias distancias ou até em centros urbanos onde não há a restrição de circulação de caminhões. Segundo Cesar Augusto Gallagi, da engenharia de vendas da Scania Brasil, o foco da fabricante é atrair o consumidor que necessita de grande capacidade de carga, pois o diferencial desse caminhão, mesmo em relação a alguns concorrentes, é a sua opção de entre-eixos que começa em 4 700 mm e se estende a 6 300mm. A relação de diferencial oferecida de série é de 3,21:1, intermediária, contudo, a fabricante possui relações mais longas. “Mas graças à combinação motor e torque essa relação atende a contento a atividade com cargas volumosas”, diz o engenheiro.Fonte: Revista Transporte Mundial

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2 comentários em “Teste – Scania P270

  • 20/02/2012 em 13:59
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    gostei muito do p270 só ha um problema a ficha técnica diz que os cilindros são 6 em linha mas na verdade são 5 em linha tanto no p250 , p270 e no p310

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  • 21/10/2011 em 18:22
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    gostei muito do p 270 hoje tenho 1620 2009 vou pensar no escania para ano que vem

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