Transportadoras investem em blindagem para evitar roubos




Em média, 35 caminhões têm suas cargas roubadas diariamente no Brasil. De acordo com o balanço mais recente divulgado pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), o prejuízo das transportadoras foi de R$ 880 milhões em 2010.

Para impedir o crime, sindicatos, federações e governo trabalham em conjunto. Ainda assim, os empresários do setor, preocupados, investem em alternativas de segurança, como a blindagem de caminhões. “Para nós, transportadores, os gastos diretos com segurança para evitar o roubo, escolta, isso fora o prejuízo operacional de ter que viajar em comboio e, às vezes, mudar de estrada para evitar zonas de risco, custam de 10 a 12% de todo o nosso faturamento”, destaca o presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Estado do Rio Grande do Sul (Fetransul), Paulo Vicente Caleffi, que também preside a Câmara Interamericana de Transportes (CIT).

No Brasil, o custo médio para blindar um veículo de passeio é de R$ 48 mil. No caso de veículos de carga, essa cifra pode variar alcançando os R$ 80 mil. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), Christian Conde, a procura pelo serviço tem aumentado. “A gente não pode dizer que é uma demanda muito grande, mas essa demanda vem crescendo. Algumas blindadoras estão se especializando nesse tipo de trabalho (com caminhões) e já têm uma demanda constante”, afirma.

Dados da Abrablin mostram que, só em 2010, 7.332 veículos foram blindados no Brasil. Nessa conta são considerados todos os tipos de veículos, como carros de passeio, caminhões e outros. O aumento foi de 5,86% na comparação com 2009. Ainda de acordo com a entidade, o Brasil possui atualmente mais de 100 mil veículos blindados em circulação.

O estado de São Paulo, que concentra a grande maioria dos casos de roubos de cargas no país, também é o que conta com a maior quantidade de veículos blindados, é nele que estão 66% do total. No Rio de Janeiro, estão 20% dos blindados, seguidos por Pernambuco (3%) e Paraná (2%). Os outros 9% desse universo estão distribuídos entre os estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Rio Grande do Sul. A associação ressalta que não há dados específicos sobre veículos de carga.

Autorização

Para o supervisor de logística da distribuidora Imifarma, Bruno Damasceno, o investimento vale a pena. A empresa, que atua no norte e no nordeste do país, possui uma frota de 18 veículos. Desse total, três são caminhões do modelo 1518 da Mercedes Benz, blindados. Outros três devem ser entregues em breve.

Desde 2009, quando os caminhões foram blindados, a média de assaltos, que variava de quatro a seis por mês, caiu para zero. “Além da blindagem dos caminhões, algumas rotas são escoltadas para propor uma maior segurança aos nossos motoristas”, diz. A distribuidora transporta principalmente medicamentos e cosméticos.

Para ser realizada, a blindagem de qualquer veículo depende de autorização prévia do Exército Brasileiro. A licença para o serviço deve ser solicitada pela empresa que executará a blindagem.

“Quem procura o serviço são as empresas com frotas que trabalham com cargas de alto valor. Existem cargas que são muito difíceis de fazer seguro, e que precisam, portanto, de batedores, o que deixa o custo do transporte ainda mais alto. Assim, a blindagem é um complemento interessante para todo esse esquema de segurança”, acredita Christian Conde.

Custos

A blindagem mais praticada no mercado é a de nível III-A, que suporta até tiros de pistolas 9mm e revólveres .44 Magnum. No Brasil, os seis diferentes tipos de blindagem seguem a norma de resistência balística ABNT-NBR nº 15.000, que obedece aos padrões nacionais e internacionais.

Os gastos com a blindagem variam de acordo com vários fatores. Quanto maior o nível de proteção, mais caro fica o serviço. O mesmo ocorre em relação à área a ser blindada. O tipo de material utilizado, sua procedência e o projeto de blindagem e o know-how da blindadora e de seus profissionais também influenciam na diferenciação do preço.

Fonte: CNT




Um comentário em “Transportadoras investem em blindagem para evitar roubos

  • 08/09/2011 em 23:32
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