Estoque de concessionárias reflete postura tranquila do mercado com Euro 5




Ainda faltam seis meses para a proibição da venda de caminhões com motorização Euro 3. E este prazo talvez seja a razão pela qual não se registrou elevação do volume de vendas no segundo semestre deste ano, em um movimento de antecipação de compras para fugir dos aumentos entre 10% e 15% nos veículos com motorização Euro 5 em 2012. Tal situação foi sugerida no primeiro semestre deste ano por analistas (executivos da indústria automotiva e economistas) do setor de caminhões.

Dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos) relativos a setembro de 2011 mostram que, no nicho de caminhões pesados, houve uma queda de 8% no volume de unidades vendidas na comparação com o mês anterior (em números absolutos, foram vendidos 227 caminhões a menos). O fraco desempenho também foi sentido no volume total de caminhões vendidos, incluindo-se leves, médios, semipesados e pesados: a queda foi de 9,1%, com 1.739 veículos a menos, na comparação de janeiro a setembro de 2011 com igual período do ano passado.

Um levantamento junto a 14 concessionárias de sete fabricantes da cidade de São Paulo se havia pronta-entrega de um caminhão pesado, na configuração 6×2 e acima de 360 cavalos de potência. Resultado: 93% das revendas tinham veículos em seu estoque, prontos para serem faturados e entregues. Foram pesquisados pontos de venda da MAN, Mercedes-Benz, Scania, Ford, Sinotruk, Volvo e Iveco.

Dentro do previsto

Sérgio Dante Zonta, presidente da ACAV (Associação Brasileira dos Concessionários MAN Latin America), comentou que ainda não existem clientes que buscam por veículos com tecnologia Euro 5. Quanto ao Euro 3, as vendas da marca alemã estão “em um bom ritmo”, com uma média de 700 unidades diárias emplacadas.

“Os estoques da nossa rede estão compatíveis com a demanda registrada no mercado. O Euro 5 representa um novo momento para o setor mas, por enquanto, ainda não registramos pedidos ou venda antecipada de veículos”, finaliza Zonta.

Fonte: Brasil Caminhoneiro




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