A recuperação judicial é estratégia em uso por várias empresas em dificuldades financeiras. Por meio dela, todos os processos em andamento contra a Busscar, exceto os trabalhistas, ficarão suspensos pelos próximos seis meses. A empresa poderá, inclusive, retomar a produção. Mas caso o plano de recuperação não seja aprovado na assembleia dos credores, o caminho será a decretação da falência pela justiça.
Com esta decisão também deve ser suspenso o leilão determinado pela Justiça do Trabalho para o mês de dezembro. O lote a ser leiloado incluía o terreno, as edificações, as máquinas e equipamentos do complexo fabril da Busscar Ônibus e mais quatro imóveis.
Já a Justiça do Trabalho de Joinville não aceitou a proposta da Caio/Induscar para a compra da sede e equipamentos da fabricante de ônibus. A empresa de Botucatu, SP, havia proposto R$ 40 milhões em dez parcelas de R$ 4 milhões pelo terreno com área total de 331,7 mil m² e todo o complexo fabril existente, com as respectivas máquinas e equipamentos. Já o valor estimado em balanço pela companhia era de R$ 98 milhões.
A Busscar Ônibus está com sua produção paralisada e não paga salários desde abril do ano passado.
Fonte: AutoData

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