A nova plataforma global de 9 a 13 litros substitui motores de 9, 11 e 12 litros. A potência será de 250 cv até 440 cv para chassis da Série K e de 350 cv a 310 cv para os veículos da Série F. Marcelo aponta como uma das principais vantagens dos propulsores é o compartilhamento de diversos componenetes, o que reduz o custo de estoque e o custo de manutenção para os frotistas. “A arquitetura básica também é semelhante a dos modelos anteriores, o que diminui a necessidade de treinamento dos profissionais de reparação”, explica Montanha.
A montadora fechou um negócio expressivo com os novos chassis no Rio de Janeiro. Foram vendidas 200 unidades do K 230 4×2 para o Grupo Breda. A companhia que irá utilizá-los no sistema BRS (Bus Rapid Services) de transporte público, que reserva corredores exclusivos para a circulação de ônibus com o objetivo de garantir a fluidez do trânsito. Apesar da segurança de que os novos modelos garantem boa performance aos clientes, a montadora não prevê uma aceleração das vendas no próximo ano, que será de adaptação à nova legislação de emissões. Já para 2011, a expectativa é de quase dobrar as vendas com 1.700 unidades e alta superior a 88% sobre 2010.
O negócio concretizado no Rio de Janeiro consolida a estratégia da montadora de buscar soluções aos clientes, e não apenas negociar a venda de veículos. A companhia contratou o consultor Claudio de Senna Frederico, especializado no planejamento do transporte público, como mais um diferencial de vendas. O especialista participa das negociações para garantir que os clientes cheguem ao produto mais adequado aos seus projetos. “Claro que estamos olhando para a expansão do transporte público necessária para os jogos olímpicos e a Copa do Mundo mas sabemos que as coisas não acabam aí. Temos que pensar além disso”, explica Montanha.
Outra aposta da montadora são os chassis equipados com motores a etanol. A tecnologia já foi adquirida por duas empresas que operam no transporte público de São Paulo, Tupi Transportes e Viação Metropolitana, mas perdeu apelo de vendas com a subida do preço do etanol. Montanha, no entanto, lembra que o governo já toma medidas para regular a oferta do combustível e que a situação é temporária. “Temos que oferecer este produto. O etanol é adequado para o mercado brasileiro e os modelos com a tecnologia voltarão a ganhar força assim que os preços se reajustarem”, aposta.
Fonte: Automotive Business

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