Mais segurança nas estradas




Segurança e conforto são questões cada vez mais importantes no setor de transporte de passageiros e têm sido uma preocupação constante dos órgãos regulamentadores e também dos fabricantes e donos de frotas.

Alguns requisitos da Resolução 316/09 do Contran têm como base o Regulamento Europeu número 66 (R66) e deverão complementar a introdução de mudanças importantes no segmento de veículos rodoviários de médias e longas distâncias no Brasil.

Essa complementação estava prevista para entrar em vigor em janeiro de 2012, mas tudo indica que irá passar por uma revisão. Além das exigências normativas do Contran, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), através da portaria 190/2009, também estabeleceu novos procedimentos para a obtenção do código marca-modelo-versão necessário ao registro, licenciamento e emplacamento, que envolvem o acompanhamento dos ensaios laboratoriais relacionados à segurança dos veículos, os quais deverão atender rigorosamente aos requisitos da portaria.

Paulo Corso, diretor de operações comerciais da Marcopolo para o mercado brasileiro, destaca que, quando entrar em vigor, a nova legislação fará com que os modelos produzidos no país sejam tão seguros quanto os fabricados na Europa e nos Estados Unidos. “O Brasil se equipara, assim, aos mercados mais exigentes do mundo e dá um passo importante para promover ainda mais a segurança dos passageiros.”

A resolução imprime evoluções aos veículos no que diz respeito à resistência estrutural e à segurança dos usuários, uma vez que o objetivos é garantir menores deformações estruturais em caso de tombamento, o que aumenta a proteção aos ocupantes. ” A intenção é garantir que a superestrutura do veículo possua resistência suficiente para assegurar, que, em tombamentos, nenhuma parte invada o espaço residual deixado para os ocupantes do veículo”, explica Paulo Roberto Mutterle, responsável técnico e pelas homologações dos produtos Marcopolo.

Diversos modelos de ônibus produzidos para clientes do mercado externo, como países da Europa, África do Sul e Chile, já são concebidos de acordo com o R66. “Independentemente da revisão da norma, a empresa está trabalhando para estar apta a aplicar essa tecnologia de produção em todos os seus modelos no Brasil, para que eles estejam plenamente certificáveis na nova configuração”.

Para adequar-se à resolução, a companhia investiu em pesquisas e desenvolvimento, em parceria com órgãos e laboratórios internacionais e universidades européias, além de softwares, equipamentos, treinamento, formação de profissionais e estrutura de engenharia experimental para a realização de ensaios no Brasil. ” O processo de certificação do nosso processo produtivo e dos modelos de ônibus levou cerca de um ano e foi concedido pela Comunidade Econômica Europeia”, afirma Edson Maineri, diretor de Engenharia da Marcopolo.

Benefícios a todos

Para atender aos requisitos da nova norma, os ônibus Marcopolo receberam materiais que oferecem maior rigidez estrutural ao tombamento. Também tiveram suas estruturas desenvolvidas para absorverem uma maior parcela da energia do impacto, reduzindo dos deslocamentos e, consequentemente, a probabilidade que a carroceria atinja os passageiros.

Segundo Maineri, as principais diferenças em relação as carrocerias convencionais estão na instalação de reforços estruturais em pontos estratégicos, determinados pelas mais avançadas técnicas de simulações computacionais existentes na área. “Novos materiais foram aplicados na carroceria, pensando não somente no aumento da rigidez estrutural, mas também em seu comportamento em relação à fadiga. Com isso, conseguimos maior resistência com menor acréscimo de massa da carroceria”, salienta o executivo.

Os processos e padrões de produção de acordo com o R66 estão sendo introduzidos nas três plantas da Marcopolo no Brasil. “Isso proporcionará ao nosso cliente um importante diferencial de segurança para os passageiros transportados”, completa Maineri.

Apesar dos usuário de ônibus ser o grande foco das novas normas de segurança, Mutterle lembra que todos ganham com a sua adoção. “Passageiros, tripulantes, fabricantes e frotistas são beneficiados com a redução das consequências ocasionadas em um eventual acidente”, pondera.

Fonte: RevistaViajante




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